Bolsonarização de Alckmin: PSDB acena à extrema direita e defende massacre no campo

Alckmin diz que aceita disputar a presidência do PSDB

A direita brasileira sempre foi impopular, mas o golpe de Estado fez com que os defensores dos interesses dos patrões fossem ainda mais rejeitados pela população. Por isso, os candidatos de preferência do imperialismo começaram a utilizar a expressão “de centro” para qualificar a si próprios.

O DEM, que é o mesmo partido que sustentou a ditadura militar brasileira há algumas décadas, insiste em dizer que é um partido “de centro”. A mesma coisa tem dito Geraldo Alckmin, lacaio do imperialismo e um dos principais responsáveis pelo “aprimoramento” de uma das máquinas mais mortíferas do mundo: a PM de São Paulo.

Com a evolução da situação política, no entanto, Alckmin tem tido cada vez mais dificuldades de esconder quem é: um servo da direita capaz de fazer qualquer coisa que seus patrões mandarem. Alckmin não é “melhor” que Bolsonaro – cada um representa, no momento, um setor distinto, mas ambos são capazes de provocar assassinatos em massa, fome, desemprego, tortura e miséria.

Uma notícia dessa semana deixou claro que o programa do PSDB é tão violento e fascista quanto o de Bolsonaro: Geraldo Alckmin irá facilitar o armamento de jagunços e latifundiários no campo. Em outras palavras, Alckmin, assim como a extrema-direita, defende o massacre dos trabalhadores do campo.

O caráter fascista das candidaturas da direita demonstra a necessidade urgente de uma gigantesca mobilização dos trabalhadores contra o golpe. É necessário fortalecer os comitês de luta contra o golpe e exigir a anulação do impeachment, a liberdade de Lula e Lula presidente.