Censura
Bolsonaristas se levantaram nas redes sociais para censurar uma peça de teatro realizada em um colégio estadual de Londrina.
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Foto: Denny Cesare/ Estadão Conteúdo |

Bolsonaristas se levantaram nas redes sociais para censurar uma peça de teatro realizada em um colégio estadual de Londrina. Parte da programação do Festival Internacional de Londrina (Filo), a peça “Quando Quebra Queima” foi apresentada em uma das principais escolas públicas de Londrina, o colégio estadual Hugo Simas. A mãe bolsonarista de um dos alunos alegou “doutrinação” e, de forma histérica, foi às redes sociais.

No dia 5, houve a tentativa de grupos conservadores de realizar um ato em frente a escola.

A peça em questão retrata o tempo das ocupações de escolas em 2016 e, segundo o Diário do Centro do Mundo, aborda “também questões de valorização da diversidade, importância da educação, entre outros temas”.

Ainda segundo o jornal, “o deputado federal Filipe Barros (PSL-PR) manifestou-se nas redes sociais e prometeu fazer quatro denúncias contra o colégio, voltadas ao Ministério da Educação, Ministério da Família, Núcleo Regional e Ministério Público local”. Uma verdadeira ação de censura por parte da extrema-direita, que está procurando calar tudo o que for contrário à ideologia fascista neoliberal.

Por sua vez, a Comissão organizadora da mostra manifestou-se em defesa do direito a apresentar seu conteúdo.

Confira a íntegra da nota:

Nota do Comitê Unitário

O comitê unificado que, luta pela defesa de direitos em Londrina, vem manifestar seu apoio à direção da escola do Hugo Simas, a todos os envolvidos na peça de teatro, Quando Quebra Queima, que estão sofrendo ataques que de pior há na sociedade londrinense, a extrema direita, na liderança do deputado federal Filipe Barros, do PSL, e sua ignorância e oportunismo. Eles trazem o famigerado argumento da escola amordaçada para atacar a direção e professores da escola.

No dia 1 de novembro de 2019, no Colégio Estadual Hugo Simas, foi apresentado uma peça de teatro, Quando Quebra Queima, retratando o movimento Primavera Secundarista (de lutas dos estudantes quando o governo do Estado de São Paulo apresentou o fechamento de mais 100 escolas estaduais). Peça que trabalhava questão das juventudes, da valorização da diversidade, do acesso à educação, dentre outros temas importantes na formação dos jovens na atualidade.

É interessante perceber que um partido e uma ideologia, a do PSL, quer se impor, por meio de sua conhecida estupidez, indo contra a livre expressão artística, fundamental para a garantia de direitos da educação.

É necessário afirmar a importância da arte e da diversidade de pensamento para o aprendizado e o desenvolvimento da criança e adolescente.

Todo apoio a educação livre, artística e soberana!

Atenciosamente,

Comitê Unificado

Londrina, 6 de novembro 

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