Letalidade Policial
Os sucessivos governos tucanos ampliaram a taxa de assassinatos cometidos pela Polícia Militar, que durante o governo Geraldo Alckmin matou em média 843 pessoas por ano.
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PM reprimindo manifestação. Imagem: reprodução. |

Os governos do PSDB, que administram o Estado de São Paulo há pelo menos trinta anos, ampliaram as mortes causadas pela Polícia Militar em 46%.

No período do governo Mario Covas (1995-2000), a média de assassinatos da PM era de 578 por ano. Na administração Geraldo Alckmin (2014-2018), verificou-se um aumento da letalidade policial, que passou para 843 por ano.

O ano de maior letalidade da Polícia Militar foi o de 2017, quando a PM assassinou 904 pessoas. Já em 1996 aconteceu a menor taxa de letalidade policial com 406 assassinatos.

O aumento da violência policial é resultado da política dos governos tucanos, que pregam a ideia de que a polícia tem que atirar para matar e de que deve ser violenta na repressão à população pobre e negra. Em diversas ocasiões, onde havia indícios de ação ilegal da PM, os governadores tucanos legitimaram os assassinatos com a ideia de que as mortes foram decorrência de reação de criminosos, afirmações feitas sem qualquer investigação. Em todas as ações da PM que resultam em assassinatos, a falácia utilizada é a de que houve reação dos criminosos e a polícia somente se defendeu.

A Polícia Militar de São Paulo é referência nos massacres contra a população pobre. O Massacre do Carandiru, o episódio da Favela Naval, as arbitrariedades e assassinatos cometidos cotidianamente são a prova mais concreta do caráter da PM, que é uma máquina de guerra direcionada à população. Recentemente, em 2018, teve grande repercussão o massacre cometido em Paraisópolis, quando nove jovens foram assassinados enquanto participavam de um baile funk na favela pela Polícia Militar, que jogou bombas de gás, atirou balas de borracha, espancou com barras de ferro e asfixiou os jovens que se divertiam.

A ação da PM no massacre de Paraisópolis é parte fundamental da política do governador fascista João Doria, que lançou a Operação Pancadão para reprimir os bailes funks nas favelas. Em coletiva de imprensa, o governador defendeu a ação da polícia no massacre, dizendo que tudo foi feito dentro dos parâmetros da lei e de forma a obedecer os princípio de proporcionalidade e razoabilidade no uso da força.

O governador fascista João Doria frequentemente afirma que a PM tem que atirar para matar e que será duro no combate ao crime. Na verdade, isso significa que haverá total impunidade para os assassinatos cometidos pela PM e que a repressão policial e a arbitrariedade contra a população serão eixos fundamentais da política do governo. A PM recebeu os Batalhões de Ações Especiais de Polícia (Baeps), que serão utilizados para a repressão no interior do Estado. De acordo com o governador, estes serão baseados no padrão de atuação da ROTA, isto é, utilizarão os mesmos métodos de uma força que é reconhecida como um verdadeiro grupo de extermínio.

 

 

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