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Eleições nos EUA

“Bolsa” sobe com nomeação de Biden: o candidato do imperialismo

A alta na Bolsa de diversos países imperialistas como resposta a confirmação da vitória de Biden, prova que ele era o principal candidato da burguesia, não Trump

Tempo de Leitura: 3 Minutos

Durante o governo Obama, Biden, na época vice, expôs uma política categoricamente imperialista – Foto: Reprodução

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Desde as eleições presidenciais de 2020 nos Estados Unidos, abriu-se uma crise gigantesca no principal país do imperialismo mundial. Com a vitória de Joe Biden, ferrenhamente impulsionada pela burguesia imperialista e por uma de suas principais armas, a imprensa burguesa, iniciou-se uma campanha por parte de Trump alegando que o que havia ocorrido havia sido uma fraude eleitoral, reivindicando a recontagem dos votos e, posteriormente, afirmando não aceitar, forma decidida, o resultado.

Colocando em perspectiva, essa crise foi tão grande que, no momento em que surgiram rumores de que Trump não aceitaria o resultado, de que acionaria as forças armadas e seus apoiadores para intervir no dia da transição do poder, o Pentágono entrou na jogada. Colocou-se ao lado do “processo democrático” norte-americano e, leia-se, ao lado de Biden, como era de se esperar.

Há alguns dias atrás, apoiadores de Trump enfurecidos com o resultado da fraude eleitoral, invadiram o Capitólio em Washington, sede da Câmara e do Senado dos dos Estados Unidos, durante a sessão que tinha como propósito oficializar a vitória de Biden. O episódio é uma demonstração clara de que o imperialismo passa por um momento de extrema fragilidade. Afinal de contas, uma crise desse tamanho no principal país imperialista dos EUA, não ocorre frequentemente.

Após esta sessão, veio a público mais uma prova de que a candidatura de Biden – ao contrário do que diz a esquerda pequeno-burguesa, é a principal candidatura do imperialismo, dos monopólios da economia. Isto porque as bolsas de valores de diversos lugares do mundo registraram altas após a confirmação da vitória de Biden pelo Congresso americano e, logo depois, pela declaração de Trump de que haverá uma transição de poder suave, sem intervenção por parte dele. 

Ao redor de todo mundo, observou-se otimismo financeiro em uma série de potências imperialistas que, durante a crise do coronavírus, entraram em recessão econômica. Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 subiu 1,48%. Dow Jones teve alta de 0,69% e Nasdaq de 2,56%. Na Europa, o índice pan-europeu Stoxx 600 fechou com ganhos de 0,51%. Em Frankfurt, o índice Dax encerrou em alta de 0,55%. Em Londres, o FTSE 100 teve alta mais modesta, de 0,22%. O CAC 40, de Paris, subiu 0,70%. O índice FTSE MIB da Bolsa de Milão avançou 0,05% e o índice PSI 20 de Lisboa teve alta de 2,20%. Por fim, o Ibex 35, de Madri, terminou as negociações com valorização de 0,43%.

Já no Brasil, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, subiu 2,75%. Dentro disso, a Vale, empresa privatizada pelo governo FHC (PSDB) e responsável pelo genocídio em Brumadinho, teve crescimento nunca antes registrado, tendo alta de 7% em suas ações. 

“O Congresso ratificar Biden na Presidência é muito importante, tira uma nuvem pesada, com medo que Trump não cedesse e acontecesse algo fora do esperado”, afirma Adriano Cantreva, sócio da Portofino Multi Family Office.

Ou seja, fica claro que o imperialismo vê na vitória de Biden uma possibilidade de estabilidade política e econômica. É mais uma prova cabal de que Biden é o candidato do imepriaismo, ainda mais do que Trump. Afinal de contas, é preciso um elemento extremamente atrelado ao imperialismo, como Biden, para produzir qualquer tipo de perspectiva positiva aos investidores e às empresas no meio de uma das maiores crises sanitárias já vistas em toda a história da humanidade.

Nesse sentido, coloca-se ainda mais na ordem do dia a criação de uma alternativa ao povo norte-americano. As organizações operárias do País, dominadas pelo bipartidarismo que assola a política nacional há séculos, precisam se desatrelar do Partido Democrata que, há muito, serve apenas como uma armadilha para controlar o desenvolvimento da luta política operária dentro dos Estados Unidos. 

É preciso lutar pela criação de um verdadeiro partido revolucionário nos EUA. Esta é a única saída para o genocídio que é a política imperialista: organizar os trabalhadores para que tenham meios de defender suas reivindicações, e não às da burguesia.

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