Golpe de Estado
Situação caminha para um aprofundamento da ditadura
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Jeanine Añez, presidente golpista e ilegítima da Bolívia | Reprodução

Ocorreram no dia de ontem as eleições na Bolívia, a primeira após o golpe de Estado que destituiu o governo de Evo Morales. Esse é o primeiro escrutínio em que o ex-presidente não participa há mais de 20 anos. 

O pleito já se encerrou, porém, os resultados ainda não foram divulgados. Momentos antes do início da votação, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) boliviano decidiu cancelar o sistema de contagem preliminar de votos, supostamente para evitar resultados imprecisos e criar confusões. 

“Não teremos o resultado final e oficial no domingo a noite. Isto irá nos tomar algumas horas adicionais.(…) Para que tenhamos a certeza de que este resultado será semelhante ao final, é preferível prescindir dos resultados preliminares” , disse Salvador Romero, presidente do TSE. Que desta forma ao final “teremos um resultado sem sombra de dúvidas”. 

O ex-presidente exilado na Argentina pelo golpe se manifestou em seu twitter que essas decisões de última hora do Tribunal são, no mínimo, suspeitas. Ele afirmou:

Muitos fatos indicam que estão organizando uma enorme fraude contra o MAS (Movimento para o Socialismo). O próprio partido já sofreu mais de uma tentativa de cassação por parte da Justiça. Em julho deste ano o Tribunal Departamental de Justiça (TDJ) de La Paz, admitiu uma ação de cumprimento que podia obrigar ao TSE anular a sigla do MAS pela difusão de uma pesquisa.

Contudo, a esquerda já estava cantando vitória, visto que o candidato do MAS, Luiz Arce aparecia em primeiro lugar nas pesquisas. Fato que pode ser considerado de forma natural pelo motivo de que os golpistas não possuem base popular, apoiam-se nas forças armadas, na burguesia e em setores direitistas da classe média. 

O golpe não possui apoio popular

Nesse momento ocorre no país um processo de violência política e também o desenvolvimento de uma nova operação golpista. Há denúncias que afirmam que as forças armadas estariam comprando uma enorme quantidade de armas e isso só pode significar uma coisa: repressão contra a população. 

A situação piora pois muitas destas armas também estariam desaparecendo, ou seja, o governo golpista está equipando e armando grupos paraestatais de extrema-direita. 

No que diz respeito às eleições, as urnas estão sendo controladas pela polícia e pelas forças armadas, ao contrário do que normalmente deveria ocorrer em que o TSE controlaria. O próprio Tribunal está sob controle militar. 

A mesma polícia que derrubou o governo de Evo Morales e perpetrou uma quantidade enorme de atos de violência contra a população, ocasionando diversas mortes. 

Essa situação, bem como dos demais países latino americanos, demonstra que a situação política não caminha para o chamado restabelecimento da democracia, muito pelo contrário. 

O que está em marcha é o aprofundamento da ditadura.

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