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La Paz, Prensa Latina – Bolívia pediu hoje ao governo dos Estados Unidos abster-se de intervir em seus assuntos internos, depois de Washington emitir no domingo um comunicado ”solicitando respeito” à Constituição Política do Estado sul-americano.

O chanceler boliviano, Diego Pary, declarou que seu país é independente e soberano, e que todas as ações se ajustam à Carta Magna e às normas internacionais, ao se referir ao ingerencista comunicado emitido ontem pelo Departamento de Estado norte-americano.

Acrescentou que o acordo marco assinado (com os Estados Unidos), ‘claramente em seu primeiro artigo, que faz referência aos princípios e propósitos, diz que ambos países têm o dever de abster-se de intervir em assuntos internos de outros Estados’.

Pary comentou que o governo estadunidense se une à União Europeia para salientar que as ‘coações’ contra magistrados do Tribunal Supremo Eleitoral não são propícias para criar as condições necessárias para eleições livres e justas em 2019, segundo o documento assinado pelo porta-voz adjunto Robert Palladino.

Assegurou que ambas nações reconheceram que os assuntos internos são incumbência de cada um dos países e ‘nós não aceitamos a intervenção para referir-se aos temas que dizem respeito aos bolivianos’.

Ressaltou que as decisões são tomadas pelo povo e que as instâncias nacionais agiram no marco de suas competências e, nesse sentido, não estavam em debate ou em dúvida.

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