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Da redação – A direita golpista boliviana voltou a tentar desestabilizar o governo do presidente Evo Morales nessa quinta-feira (06), com a desculpa de que ele não poderia concorrer à reeleição.

Os golpistas da burguesia tentaram paralisar o país colocando a classe média nas ruas e ameaçando uma greve geral. No entanto, a própria imprensa burguesa admite que não houve uma adesão massiva aos protestos. O ministro de Governo, Carlos Romero, afirmou que a oposição não conseguiu paralisar o país com a greve que já vinha convocando há dois meses. Segundo ele, somente 5 mil pessoas participaram dos atos em todo o país.

A desculpa para mais essa tentativa golpista foi a aceitação da candidatura de Evo para a reeleição por parte do Tribunal Eleitoral Boliviano, na terça-feira.

Morales foi eleito em 2006, após uma grande onda revolucionária contra os governos neoliberais que destruíram a Bolívia. Ele é o primeiro indígena a alcançar o mais alto cargo político do país, tendo o respaldo de amplas parcelas do povo boliviano.

Desde então, foi reeleito três vezes, uma vez que o povo impôs suas reivindicações a seu governo e conquistou direitos jamais vistos, como, dentre outros, a eleição de juízes e uma Assembleia Nacional Constituinte.

A direita sempre tentou derrubar Morales, tendo realizado violentas tentativas de golpe de Estado, mas a mobilização popular manteve o governo no lugar. Em 2016, os golpistas levaram a cabo um referendo fraudulento que conseguiram, por meio da fraude, impor uma falsa vontade popular, para impedir a reeleição do presidente.

Agora, com a possibilidade de que concorra à nova reeleição, o processo golpista deverá se estender até o final do ano que vem. As eleições ocorrerão em outubro.

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