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Venezuela's President Nicolas Maduro, his wife Cilia Flores and former Argentinian soccer player Diego Armando Maradona greet supporters during a campaign rally in Caracas, Venezuela May 17, 2018. REUTERS/Carlos Garcia Rawlins     TPX IMAGES OF THE DAY
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Mais uma vez, a direita foi derrotada na Venezuela. O atual presidente ganhou as últimas eleições presidenciais que aconteceram no final da semana passado, com quase seis milhões de votos, quase 70% dos votos válidos. O segundo candidato, Henri Falcón, obteve quase dois milhões de votos, dando uma diferença de um pouco mais de 4 milhões de votos entre os dois.

As eleições foram sabotadas desde o início pela burguesia golpista do país e do imperialismo. A MUD, partido do imperialismo, sabendo que Maduro iria ganharas eleições de qualquer jeito, decidiram boicotar as eleições, dizendo que ela seria antidemocrática e fraudadas.

A direita utilizou a baixa participação das eleições para denunciá-las, pois 48% da população teria votado, o que é menos da metade. Na verdade, isso é uma mentira. Qualquer um que conhece a historia das eleições venezuelanas, sabe que a participação popular fica em torno de 60%, como foi por exemplo nas eleições de governadores do ano passado, quando a direita participou e mesmo assim perdeu de lavada, conquistando apenas três estados.

No entanto, poderia se alegar que 60 % continua sendo 12% a mais que 48%, mas mesmo assim isso seria absolutamente lógico, já que estes 12 são justamente os votos da direita, que decidiu boicotar as eleições. Ou seja, o “boicote” da direita, que eles procuram apresentar como sendo boicote da população, não deu em nada, foi um total fracasso. Apenas não registraram os votos que teriam normalmente.

Na Venezuela, como nos EUA, o voto é facultativo, ou seja, assim como no segundo país, tradicionalmente o voto fica estagnado e não passa dos 60%, tendo seus maiores índices durante os governos chavistas, quando chegava perto dos 80%. A campanha do imperialismo norte-americano é puramente cínica já que lá as eleições não costumam passar de 50% de participação popular. A de Trump teve participação de 55%, sem nenhum tipo de boicote.

Em países, onde as eleições são obrigatórias, a análise deve ser feita maneira diferente. Pois deve se analisar o esforço que foi feito para votar nulo ou branco, já que a pessoa tem a obrigação de comparecer e votar. No Brasil do golpe, 32% da população decidiu em não votar na direita. Foram obrigados à sair de casa, e ao invés de escolher um candidato qualquer, preferiram não votar em ninguém.

De fato, a direita golpista só conseguiu tirar 15% do eleitorado tradicional com a sabotagem para deslegitimar as eleições. É normal que diante da crise política o eleitorado tenha caído também. Mas o que é significativo é que Maduro ganhou de lavada de toda a direita.

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