Frente ampla em ação
O Teólogo Leonardo Boff aderiu ao política da frente ampla pedindo que Rodrigo Maia levasse adiante o processo de impeachment, o que deixa os trabalhadores a reboque dos golpistas
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Leonardo Boff | Foto: Reprodução

O teólogo Leonardo Boff recentemente em sua rede social fez um pedido de clemência ao presidente da câmara dos deputados, o golpista do partido da ditadura militar Rodrigo Maia. Boff citou os grandes males do governo Bolsonaro e disse “o senhor tem uma arma na mão: o impeachment”. Por essa lógica Maia teria um arsenal de mais de 50 armas visto que essa foi a cifra de impeachments entregues ao deputado golpista, todos eles solenemente ignorados e arquivados, o próprio já declarou que não “vê motivo” para prosseguir com o impeachment e seu partido, o DEM, apoia quase todas as políticas do governo Bolsonaro. Boff com sua declaração confunde o povo colocando a esquerda a reboque da direita golpista.

Não é a primeira declaração de Boff em prol de uma ação de Maia contra o governo Bolsonaro e esses posicionamentos não são nenhuma novidade para quem acompanha a política brasileira desde o golpe de Estado de 2016, são apenas mais uma manifestação da política de frente ampla. A ideia por trás dessa política completamente equivocada é que existem setores democráticos da burguesia com que vale a pena se fazer uma aliança em oposição aos setores fascistas que estão no executivo agora, ou seja, seria ideal montar uma aliança com o DEM e o PSDB contra o bolsonarismo, nada poderia estar mais distante da realidade.

Não só essa “burguesia democrática” foi aquela que organizou e de fato deu o golpe de Estado em 2016, em conluio com o imperialismo, deixando muito evidente de que democrático não há nada. Como foram esses mesmos partidos “democráticos” que apoiaram fraude eleitoral de 2018 que retirou Lula, o candidato mais popular do Brasil, das eleições e também a candidatura de Bolsonaro que era a única que garantiria a vitória da direita contra o PT. Essa burguesia democrática não só foi a que deu origem ao bolsonarismo como tem uma política de certa forma até pior que a do presidente fascista visto que tem mais capacidade de aplicar as políticas neoliberais de destruição nacional, sendo o melhor exemplo disso o próprio FHC que com suas políticas econômicas reinstaurou a escravidão no Brasil.

O aspecto mais sórdido dessa política propagandeada por Boff e os outros setores da esquerda frente amplista é justamente o fator de a classe trabalhadora ficar a reboque dos golpistas que não tem interesse nenhum em derrubar Bolsonaro e em resolver os problemas econômicos do Brasil. Seus interesses são apenas resolver a crise dos capitalistas mantendo seus lucros e impedir o desenvolvimento de grandes mobilizações da classe operária. Esse ultimo aspecto é essencial porque a falta de mobilização é o que fortalecerá mais ainda o bolsonarismo no país e ainda aumenta a possibilidade de um golpe militar aberto ao estilo do que aconteceu em 1964.

Em uma declaração anterior Boff disse “Vc não pode entrar na história como um homem fraco, que quando podia ter defendido a vida do povo, não o fez por razões que desconheço.” A analise marxista rapidamente resolve o problema das razões desconhecidas. Rodrigo Maia é um dos principais representantes da burguesia no Brasil, sendo assim aplica as políticas em prol da burguesia e não da classe operária, esperar qualquer tipo de política em prol da vida do povo é uma ingenuidade desastrosa. À classe trabalhadora lhe resta apenas a sua organização e sua luta pelo fora Bolsonaro e todos os golpistas, sejam esses do “centrão” ou da extrema direita.

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