BNDES
Banqueiro que preside banco estatal promove a liquidação do controle estatal sobre setores fundamentais da economia
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Gustavo Montezano, atual presidente do BNDES e amigo da família Bolsonaro | Foto: Reprodução
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Gustavo Montezano, atual presidente do BNDES e amigo da família Bolsonaro | Foto: Reprodução

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, o banqueiro neoliberal e ex-secretário adjunto da Secretaria Especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, secretaria de privatização do Ministério da Economia criada pelo atual governo, relatou em um evento promovido pelo banco de investimentos Credit Suisse na última quinta-feira (28) os resultados recentes da administração golpista do banco estatal – o “desinvestimento”, isto é, a venda de ações de propriedade do BNDES para especuladores do mercado financeiro, liquidando o pouco que resta do controle do Estado sobre as empresas públicas e setores fundamentais da economia do País.

Em grandes levas de ações que tendiam à valorização no momento da venda, o controle sobre empresas de setores fundamentais da economia nacional, como mineração (Vale), energia (Petrobras), papel e celulose (Suzano) e frios (Marfrig) vem sido entregue ao capital financeiro internacional, e com ele, as valorizações bilionárias das empresas, piorando ainda mais a situação econômica brasileira. Alegadamente levado adiante para fazer caixa para a promoção pelo BNDES de medidas para mitigar a crise causada pela pandemia, a rapina dos investidores privados, que, ao lado de Montezano, muito comemoram a “liquidação Covid da BNDESPar” (isto é, do braço de participações acionárias do BNDES), promete aprofundar a demolição do parque industrial nacional e a submissão da economia, do Estado e das condições de vida da população aos interesses do capital financeiro imperialista.

Os miseráveis trocados que resultam destas operações, assim como os obtidos durante o governo de Fernando Henrique Cardoso na liquidação de empresas públicas fundamentais como a Telebrás e a Vale do Rio Doce, são apenas uma sombra do preço que o povo brasileiro paga com a cada vez mais completa dependência de todos os aspectos da vida em sociedade do mercado financeiro internacional, especialmente à medida em que se agrava a sua decomposição.

Estando colocadas na ordem do dia a intensificação tanto dos “desinvestimentos” como das privatizações, sendo a meta ideal do ministério da Economia a venda – em absurdos leilões que invariavelmente entregam as empresas por frações da sua lucratividade anual – de todas as empresas estatais que interessem aos capitalistas, inclusive do próprio BNDES, fica evidente a necessidade de promover a mobilização da população trabalhadora, principal vítima destas operações, contra aqueles que agem exclusivamente em defesa dos interesses dos seus principais inimigos – tanto os que atualmente ocupam o poder como os que se organizam para se apoderar dele em 2022 como uma pretensa “oposição” aos atuais: os golpistas que orbitam ora a extrema-direita bolsonarista, ora a dita “Frente Ampla”.

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