Não ao bloqueio imperialista!
O bloqueio dos EUA é um entrave fundamental a qualquer mínimo desenvolvimento da ilha caribenha e deve ser denunciado e combatido por todos os povos latino-americanos
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29ª edição da Maratona de Havana, 2015. Foto: Cubahora/Flickr (CC BY-NC 2.0) |
Por Waldo Mendiluza – Paris, 31 de outubro (Prensa Latina) O bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos contra Cuba tem um forte impacto no esporte, mas não impede seu desenvolvimento ou a busca de alternativas para enfrentá-lo, afirmou o alto funcionário Raúl Fornés.
Como o restante dos setores da sociedade cubana, esse cerco ataca tanto o alto desempenho quanto a prática popular, disse à Prensa Latina o primeiro vice-presidente do Instituto Nacional de Esportes, Educação Física e Recreação (Inder), que participa na sede da Unesco da sétima conferência das partes na Convenção Internacional contra o Doping no Esporte.

Segundo o deputado, somente em 2018 o bloqueio dos EUA em vigor por seis décadas forçou o desembolso de mais de quatro milhões e 600 mil dólares adicionais para adquirir os recursos necessários para o esporte.

Por exemplo, no beisebol, os implementos para sua prática podem ser comprados diretamente nos Estados Unidos, mas a política de Washington o impede e o custo é multiplicado indo para países terceiros, disse ele.

Fornés também se referiu aos obstáculos à participação em competições internacionais e treinamentos profissionais e eventos de intercâmbio.

A hostilidade é igualmente notável na área econômica, devido à forte perseguição financeira e às pressões contra os bancos, com casos específicos, como a impossibilidade de cobrar cerca de US $ 84.000 pela participação este ano na Caribbean Baseball Series e acessar 900 mil dólares para o nosso futebol, ressaltou.

Segundo o Primeiro Vice-Presidente do Inder, a luta contra o doping, que atraiu mais de 500 delegados à Unesco para a conferência da convenção de 2005, é outro exemplo das limitações causadas pelo cerco que o atual governo na Casa Branca insiste em piorar.

Cuba possui em sua capital um laboratório certificado há 16 anos pela Agência Mundial Antidopagem, para a qual é muito complexo atualizar sua tecnologia e obter os reagentes, muitos deles de fabricação norte-americana e uso obrigatório pelo corpo diretivo.

Fornés explicou que a instalação antidopagem não pode funcionar em plena capacidade em termos de realização de testes que afetam sua renda e contribuição para a limpeza do esporte na região.

Há 60 anos, nós cubanos enfrentamos e resistimos a esse bloqueio, e o esporte não é exceção, uma disciplina na qual soluções e alternativas são buscadas, com substituições de tecnologia por conhecimento e apelos de inventividade e inovação, disse ele.

O ex-atleta e treinador enfatizou que Cuba tem mais de 80 campeões olímpicos e dezenas de medalhistas mundiais em várias especialidades, uma conquista reservada para potências e países com uma população muito maior.

O bloqueio não nos impediu, nem o fará, disse o funcionário, que ontem denunciou essa política agressiva na sétima Conferência das Partes da Convenção Internacional contra o Doping no Esporte.

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