Unidade golpista
Apoio de PSDB à candidatura de Paes no Rio deixa claro que ele será o candidato preferencial dos golpistas na capital carioca
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Candidatura d Paes à prefeitura terá apoio do PSDB | Reprodução

O PSDB irá abrir mão de lançar um candidato à prefeitura do Rio de Janeiro nas eleições municipais deste ano. O partido tucano irá apoiar o candidato Eduardo Paes do DEM. O anúncio deverá ser feito na próxima segunda-feira, 14. O presidente do PSDB do Rio de Janeiro, Paulo Marinho já admitiu, no entanto, que o apoio à Paes e destacou que um dos motivos para tal decisão foi a eleição de Crivella em 2016. Na época os partidos direitistas acabaram se dividindo em torno de candidaturas próprias, o que na visão de Marinho contribuiu para a eleição do atual prefeito.

A decisão do PSDB e a justificativa do presidente da legenda no Rio deixam evidente a unidade do bloco golpista, ou seja, dos principais partidos da direita nacional em torno da candidatura de Paes. Este será o candidato preferencial da direita e de todo o aparato golpista, como a imprensa, para as eleições no Rio.

Tal orientação do PSDB também deixa claro a disputa política na cidade e no estado do Rio de Janeiro entre os diferentes setores da direita. No início deste mês o governador Wilson Witzel foi afastado do cargo como resultado da crise no interior do bloco golpista, o afastamento de Witzel foi claramente uma ação de setores ligados ao presidente ilegítimo, Jair Bolsonaro.

No caso das eleições municipais, esta disputa deve ocorrer com Paes sendo apresentado pelos setores mais tradicionais da direita golpista como o mal menor diante de reeleição de Marcelo Crivela. O presidente do PSDB do Rio de Janeiro esboçou um pouco essa política ao dizer que a capital carioca precisa ser “salva”, ou seja, precisa passar para as mãos de outros golpistas.

As articulações da direita no Rio de Janeiro também servem para demonstrar a verdadeira política de derrota da chamada “frente ampla”. Defendida com unhas e dentes por setores da esquerda nacional, tal política serve apenas para referendar a manutenção do poder político nas mãos dos setores que deram o golpe de estado em 2016 e vem organizando uma verdadeira política de destruição dos direitos e da condição de vida da população brasileira.

A esquerda precisa intervir na situação política com uma política independente, de total contraposição à todos os setores golpistas. A participação nas eleições deste ano, as quais serão uma das mais antidemocráticas de toda a história, deve ter como objetivo a denúncia da política de guerra e morte da direita contra o povo. No caso do Rio de Janeiro, por exemplo, o verdadeiro massacre feito pela PM nas comunidades pobres da cidade.

É preciso utilizar as eleições, portanto, para impulsionar a mobilização popular pela derrubada de todo o regime golpista. O que significa, de maneira conseqüente, a derrota de todo o bloco golpista.

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