Blairo Maggi perde foro privilegiado: o imperialismo contra o agronegócio nacional

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Nessa última terça-feira, os ministros da 1ª turma do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiram por maioria enviar para primeira instância da justiça de Mato Grosso, inquérito em que o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, responde por corrupção.

Segundo o parecer da 1ª Turma, a nova regra que restringe o foro privilegiado se aplica ao processo no qual Maggi é réu, um esquema de compra de vaga no Tribunal de Contas do Mato Grosso em 2009, no período em que era governador do Estado.

Aqui estamos diante de mais um capítulo no “enfrentamento” entre setores secundários do golpe e os verdadeiros donos do golpe estavam unidos para impor o golpe no Brasil, mas que no momento seguinte

O agronegócio brasileiro é um dos setores que o imperialismo tem por objetivo controlar. Tanto a destruição dos grandes frigoríficos nacionais, com a chamada operação “carne fraca”, como a liberação para a venda de terra para os estrangeiros, fazem parte dessa operação, o que acentuou o impasse com o  ministro da Agricultura,  um dos principais representantes do agronegócio e um opositor da política do imperialismo com relação ao setor.

A condenação de Maggi, portanto, é uma demonstração de que os capitalistas brasileiros e seus representantes políticos foram mero instrumentos no golpe de Estado no Brasil e que agora, na medida em que se oponham aos “verdadeiros donos do  golpe”, são descartados por por seus antigos aliados que queiram impor uma política de absoluto controle da economia nacional.

Em que pese a profunda crise por que passa o golpe de Estado no Brasil, o verdadeiro “dono do golpe”, e por isso seu maior beneficiário, o imperialismo norte-americano, continua a avançar sobre a economia nacional e sobre àqueles golpistas menores, que por algum interesse se oponham ao das grandes empesas imperialistas.