Estados Unidos
Dois meses de pandemia do Covid-19 ampliou a fortuna dos 623 bilionários dos EUA de 2,9 trilhões para 3,3 trilhões de dólares. Cinco grandes capitalistas faturaram US$ 75 bilhões
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NEW YORK, NY - SEPTEMBER 14: People walk by a man panhandling in the financial district on the ten year anniversary of the U.S. financial crisis September 14, 2018 in New York City. The September 15th 2008 collapse of the investment bank Lehman Brothers officially marked the beginning of the global meltdown which resulted in billions in financial losses around the world. Millions of people lost their jobs, homes and savings in what was one of the worst recessions in U.S. history.  (Photo by Spencer Platt/Getty Images)
Foto: Spencer Platt-Getty Images |

A pandemia do coronavírus tem significado uma grande oportunidade para os 623 bilionários dos Estados Unidos. Desde que o país se fechou para tentar combater a doença, a seleta camada de bilionários tornou-se ainda mais rica ao faturar 434 bilhões de dólares, o que significa a ampliação de sua fortuna de 2,9 trilhões para 3,3 trilhões de dólares neste curto período de cerca de dois meses.

Um grupo de cinco grandes capitalistas americanos, Jeff Besos (fundador, presidente e CEO da Amazon), Bill Gates (fundador da Microsoft), Mark Zuckerberg (fundador do Facebook), Warren Buffet (acionista, presidente do conselho e diretor executivo da Berkshire Hathaway) e Larry Ellison (fundador e CEO da Oracle Corporation) ganhou 75,5 bilhões de dólares.

Enquanto os bilionários ganham dinheiro e amplias suas fortunas, os impactos do coronavírus são devastadores em toda a sociedade americana. Até esta sexta-feira (22), 1,5 milhão de americanos haviam sido infectados e 95 mil faleceram. O país chegou ao número espetacular de 39 milhões de pedidos de auxílio-desemprego, cifra que supera a que se verificou no período da Grande Depressão de 1929. O Estado de Nova Iorque tornou-se o epicentro mundial da doença.

Neste contexto da pandemia, os grandes capitalistas internacionais têm ampliado seus negócios. Os monopólios avançam sobre o controle dos mercados e adquirem as empresas menores que, incapazes de resistir à queda na economia, sucumbiram e declararam falência. Uma massa dos pequeno-burgueses e dos setores mais frágeis da burguesia foram conduzidos à bancarrota. É uma lei fundamental do capitalismo a de que os os monopólios se fortalecem e engolem os capitalistas menores nos momentos de crise.

É digno de nota o fato de que enquanto a população mundial se afunda na miséria, os grandes monopólios enriquecem e se fortalecem. Isso evidencia o caráter real do sistema capitalista, que nada tem de democrático e prova ser incapaz de dar uma saída para os dilemas da humanidade. As contradições do sistema, que já eram evidentes, tornam-se flagrantes com a pandemia.

Desde que entrou em sua etapa imperialista, o capitalismo iniciou um processo de declínio que só pode terminar com a sua substituição por uma sociedade superior, a sociedade socialista. Os monopólios devem ser expropriados e ser colocados à serviço e sob controle dos trabalhadores.

Os Estados Unidos, país capitalista mais desenvolvido do mundo, é um exemplo das contradições do sistema capitalista e seu declínio acentuado. No país dos miseráveis, do sistema privado de saúde, das mortes sem qualquer amparo e dos despejos, a seleta camada de bilionários vive um verdadeiro paraíso na Terra.

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