Incerteza
Trump começa a alcançar Biden nas eleições presidências deste ano, representando um claro cenário incerto e, em geral, um atrito interno da burguesia imperialista.
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Trump e Biden, principais candidatos para as eleições de 2020. | Foto: Reprodução.
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Trump e Biden, principais candidatos para as eleições de 2020. | Foto: Reprodução.

Desde o começo deste ano, a população estadunidense e, acima disso, a burguesia imperialista, têm prestado firme atenção à um dos maiores eventos do imperialismo: as eleições presidenciais dos Estados Unidos. No começo, Bernie Sanders (Republicano), ainda estava dentre as opções para a esquerda pequeno-burguesa nacional. Todavia, após mais uma manobra do imperialismo contra sua candidatura, Joe Biden tomou o lugar de Sanders e, agora, representa a principal oposição eleitoral à Trump.

No começo da disputa, Biden liderou as pesquisas com mais de 10 pontos percentuais em relação à Trump. Entretanto, à medida que a data do evento se aproxima, a diferença entre os dois candidatos fica cada vez menor, mostrando que, até o momento, pouco pode ser dito acerca da situação estadunidense.

Antes de tudo, precisamos diferenciar de forma clara a posição que os dois candidatos ocupam dentro da conjuntura política estadunidense. Trump, atual presidente, teve uma primeira administração desastrosa. Em meio à crise do coronavírus, foi responsável pela morte de mais de 200.000 pessoas por meio de sua política negacionista neoliberal de “salve-se quem puder”. Ademais, precisa ficar claro que Trump não possui laços políticos fortes com o regime imperialista. Nesse sentido, representa um elemento instável no que diz respeito à aplicação da política imperialista dentro de seu governo.

Do outro lado, temos Biden, candidato da “esquerda”. Primeiramente, precisamos desmascarar toda e qualquer ilusão acerca do posicionamento progressista de Biden. Desde sempre, representou uma série de posições direitistas completamente alinhadas ao imperialismo, como a própria invasão do Iraque e a deposição de Maduro. Em geral, possui relação estreita com a política imperialista, o que faz com que a burguesia o tenha escolhido como candidato preferido para vencer as eleições.

Com isso, é certo que, de forma generalizada, a burguesia estadunidense faria de tudo para que fosse eleito para a presidência da sede do imperialismo. Porém, vimos que Trump tem alcançado cada vez mais Biden. O que isso significaria?

Em suma, o cenário eleitoral estadunidense é, no atual momento, extremamente incerto. Agora, milhares de pessoas estão nas ruas protestando contra o aparato repressivo do estado e contra o massacre da população negra, o que pode ter pressionado o eleitorado de direita a apoiar Trump, com medo de uma nova guerra civil, o que pode ser um motivo para essa mudança. Por outro lado, o povo pode estar percebendo que Biden é um elemento da direita, inimigo do povo, o que o colocaria em desvantagem frente aos setores mais progressistas da esquerda pequeno-burguesa.

Finalmente, só saberemos o resultado do atual jogo da burguesia quando este for divulgado. O que deve ficar claro é que a eleição de Biden não representa, de forma alguma, um avanço para a esquerda. É apenas mais um representante da burguesia que está disposto a esmagar a população com sua agenda neoliberal imperialista. No final, os trabalhadores devem procurar uma alternativa externa aos dois candidatos, se organizando para que um representante digno da classe operária ganhe expressão dentro da atual conjuntura política.

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