Golpe imperialista
Democrata era vice-presidente e um dos principais diplomatas do governo Obama quando imperialismo derrubou Dilma Rousseff
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Nova Iorque - EUA, 21/09/2016. Presidente Michel Temer durante encontro com a imprensa brasileira e internacional. Foto: Beto Barata/PR
Joe Biden e Michel Temer | Foto: Beto Barata

O anúncio da magra vitória de Joe Biden sobre Donald Trump foi recebida com muita festa pela esquerda pequeno-burguesa mundial, sem exceção para a esquerda brasileira. Embriagados pela euforia da imprensa capitalista, esses setores saíram aos quatro ventos propagando que a derrota de Trump teria sido uma “vitória da democracia”. Mas… será mesmo? Evidentemente que não, a menos se considerarmos como democracia a ditadura do imperialismo sobre os povos de todo o planeta.

Joe Biden tem um longo currículo manchado de sangue. Ele esteve envolvido diretamente na aprovação do Ato Patriótico, por exemplo, que estabeleceu um verdadeiro estado de sítio em seu próprio país. A lei era tão absurda que autorizava policiais a invadirem bibliotecas para saberem o que as pessoas estavam lendo. Também esteve envolvido nas leis que levaram ao encarceramento de milhares e milhares de pessoas. Os Estados Unidos contam, hoje, com mais de 2 milhões de pessoas presas, e grande parte devem isso a Biden. São muitos os crimes, mas há um que os brasileiros não poderiam esquecer, de maneira alguma: Biden apoiou o golpe de Estado de 2016.

Na época, Biden cumpria o último ano de seu mandato como vice-presidente. O democrata afirmou que o golpe teria sido uma das “maiores mudanças políticas” sofridas na América Latina nos últimos tempos, mas deixou claro que isso teria acontecido “obedecendo a Constituição para navegar um momento político e econômico difícil, e de acordo com os procedimentos estabelecidos”. Um relatório produzido pelo Departamento de Estado norte-americano e endossado por Biden considerou que o golpe aconteceu “dentro do marco legal”.

Biden foi ainda mais explícito em sua posição, afirmando seu interesse de colaborar com o golpista lesa-pátria Michel Temer, contratado pela CIA para espionar e vender o Brasil: “os EUA continuarão trabalhando estreitamente com o presidente Temer, porque o Brasil é e continuará a ser um dos mais próximos parceiros dos EUA na região (…), na democracia as alianças não se baseiam em alguns líderes, mas numa relação duradoura com os povos”.

Essa não teria sido a única declaração de Biden relacionada ao Brasil. Recentemente, o democrata afirmou que forçaria o Brasil a aceitar suas condições para a “preservação” da Amazônia. Caso contrário, imporia sanções e poderia até intervir mais diretamente no país!

Chamou igualmente a atenção que, no mesmo encontro em que Biden elogiou Michel Temer, o então vice-presidente norte-americano disparou uma série de ataques contra Nicolás Maduro e o povo venezuelano: “pedimos que o referendo se realize antes do fim do ano, a Constituição venezuelana deve ser respeitada. E os presos políticos libertados”. Não seria preciso grandes explicações para demonstrar que se trata de uma verdadeira ameaça contra o país caribenho.

Biden não apoiou o golpe no Brasil e a tentativa de golpe na Venezuela simplesmente por acaso ou por uma determinada preferência pessoal. Biden é a expressão dos interesses do imperialismo de conjunto — e, por isso, tem as mesmas posições do imperialismo. Sua candidatura foi apoiada pelo mercado financeiro internacional, pelos grandes capitalistas pelas redes sociais etc. Sua campanha eleitoral teve, pelo menos, dez vezes mais dinheiro investido que a campanha de Donald Trump.

Sendo assim, Biden está diretamente ligado a todo o histórico de massacres do imperialismo em todo o mundo. E não foram poucos: apenas na América Latina, foram inúmeras ditaduras militares financiadas pelos Estados Unidos. Ditaduras como a brasileira, a de Alfred Stroessner, Augusto Pinochet e tantas outras, que torturaram e mataram milhares e milhares de pessoas. O mesmo imperialismo também que destruiu países interiores, que mata crianças na África todo dia e que transformou o Oriente Médio em uma região de conflitos diários.

E para que fique claro o vínculo dele com os crimes do imperialismo de hoje, basta ver qual a sua política em relação ao mundo: intervenção no Brasil em relação à Amazônia, financiamento da oposição cubana para destruir o Estado Operário, intervenção na Venezuela etc. Para os explorados de todo o mundo, para o Brasil, Cuba, Coreia do Norte, Venezuela, Irã, Rússia e todos os demais países subjugados pela ditadura do imperialismo, é preciso ver em Joe iden um grande inimigo.

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