Política internacional
Governo Biden, uma tênue linha entre a demagogia da direita neoliberal e a ditadura feroz
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Joe Biden, presidente da demagogia pseudodemocrática e da ditadura feroz | Foto: Demetrius Freeman/Washington Post/Getty Images

O governo Joe Biden, transposto para a realidade brasileira, estaria situado entre a direita neoliberal tradicional e a extrema-direita, tendendo mais para essa última. O candidato do establishment Democrata foi imposto ao partido e ao país por meio de uma, sem contar a possível fraude, chantagem, que era também, em realidade, uma estelionato: combater o radicalismo, de direita, Trump, e de esquerda, Bernie Sanders, com quem concorreu nas previas do Partido. Findada a eleição e com a manobra bem sucedida, a enganação torna-se patente, os únicos “radicalismos” que sua candidatura combatia eram as reivindicações sociais e a fraseologia reacionária da extrema-direita.

Biden dá provas de que sua futura política não será nada moderada, ao contrário, “empodera”, no jargão demagógico que os Democratas utilizam, não setores oprimidos, mas o setor mais poderoso e belicista, verdadeiros genocidas, do imperialismo estadunidense. Em uma avaliação publicada na golpista Folha de S. Paulo, Idelber Avelar, acadêmico brasileiro e professor universitário nos Estado Unidos, tratou das perspectivas do governo Biden e da sua ascensão ao posto de candidato Democrata contra o radicalismo. Avelar participou da campanha em favor da candidatura de Bernie Sander, elemento da ala esquerda do Partido Democrata e que foi derrotado nas prévias do Partido por Biden.

Segundo o acadêmico, todo o establishment Democrata unificou-se contra a candidatura de Sanders, que contava, no entanto, com o apoio e o entusiasmo da base do partido, em particular da juventude. Com manobras como enorme campanha de registro de eleitores, que aconteceu na Geórgia, o que foi uma vitória central para a campanha de Binden, e uma intensa campanha contra Sanders na imprensa, os grandes monopólios imperialistas interferiram na escolha do candidato democrata, levando a Biden a vitória, uma vez que a ordem era: qualquer um menos Sanders.

Avelar, em sua avaliação, destaca:

“Escaldado pela fragmentação do establishment republicano em mãos de Trump em 2016, o establishment democrata sabia que tinha que se unir para deter a insurreição plebeia de Bernie Sanders, que vinha de três vitórias seguidas nas primárias em Iowa, New Hampshire e Nevada.

Na Carolina do Sul, Biden conseguiu o endosso de Clyburn, recordista de doações da indústria farmacêutica em todo o Congresso (uma façanha e tanto). Obama deu os telefonemas, Amy Klobuchar se alinhou, Pete Buttigieg capitulou, até Elizabeth Warren abandonou a suposta dobradinha progressista que mantinha com Sanders, e o establishment democrata se unificou em torno a Biden”.

A própria eleição de Biden com candidato a presidente não foi resultado de nenhum apoio a moderação ou repúdio ao radicalismo, mas resultado direto do apoio que os grandes monopólios imperialistas lhe concedeu, o que é profundamente antidemocrático, que os monopólios capitalistas manobrem para escolher seu representante a revelia da vontade da base.

Com a vitória de Biden nas prévias, a chantagem se impôs e toda a esquerda aderiu a candidatura do establishment Democrata contra a extrema-direita representada por Donald Trump. Fato da maior gravidade e que revela a desorientação da esquerda ao apoiar o principal aparato do imperialismo norte-americano, mas foi o que aconteceu.

Em uma disputa acirrada o candidato Democrata saiu vitorioso, não sem acusações de fraude na eleição. As primeiras sinalizações do novo governo já revelam que vem pela frente, que não será nada agradável ou moderado para a esquerda e as massas exploradas do mundo inteiro.

O acadêmico brasileiro classifica o espectro político do novo governo a partir dos nomes já revelados que irão compor a equipe do novo governo. Segundo Avelar:

“…não há que se ter ilusões quanto ao tratamento reservado às forças à esquerda do centro na coalizão tecnocrática Biden-Harris: é tiro, porrada, bomba e chantagem. As nomeações ao ministério não deixam dúvidas”.

Idelber Avelar cita alguns figuras que comporão o aparato, todos ligados a indústria bélica norte-americana, envolvidos em todo tipo de carnificina no mundo, como Neera Tanden (Administração e Orçamento), “de escabrosa história política que inclui a defesa de que nações petrolíferas como a Líbia cubram o déficit orçamentário dos EUA pagando pelo direito de serem bombardeadas e reconstruídas”.

Esse é apenas um exemplo, o fato, porém, que esse é o governo dos falcões, dos belicistas, cuja política prática é muito mais nociva do que qualquer coisa que Trump tenha feito ou dito, embora essa ala, assim como Biden, possam muito bem utilizar uma linguagem de tipo identitária, a favor das minorias, enquanto massacram e roubam os povos do mundo.

Ao analisar o conjunto desse governo monstruoso que está se formando, o acadêmico afirma que:

“Em um espectro brasileiro, o ministério Biden estaria à direita do Partido Novo e um pouco à esquerda de Médici, com as diferenças de que o capital anda mais desregulado e as câmaras de tortura se terceirizam para além do território nacional”

É uma caracterização sugestiva para classificar o governo Biden, que reúne em si tudo que a de pior, o neoliberalismo e a ditadura.

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