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Estados Unidos

Biden é representante do neoliberalismo mais selvagem

Os pacotes de estímulos econômicos de Biden, aprovados no Congresso, têm por objetivo socorrer os capitalistas e pôr ordem para lançar uma ofensiva contra os países atrasados.

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Joe Biden, um selvagem neoliberal – Reprodução

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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden (Partido Democrata), aprovou no Congresso um pacote de estímulos econômicos de cerca de US$ 2 trilhões (11,2 trilhões de reais). A finalidade é reforçar a recuperação da economia no curto prazo, uma vez que ela foi duramente afetada com os impactos da pandemia do coronavírus.

Uma das medidas inclui a distribuição de cheques no valor de US$ 1.400 (7.850 reais) para a população norte-americana. O que se visualiza é o aprofundamento da miséria nos Estados Unidos, que bateu recordes seguidos de solicitação de seguro-desemprego e aumento exponencial no número de moradores de rua.

Um segundo pacote, de longo prazo, foi aprovado por Biden, no valor de US$ 2 trilhões para os próximos oito anos. Este é focado nos problemas que se acumulam nos Estados Unidos: desigualdade, saúde, educação, clima, infraestrutura.

O colapso da economia capitalista, no coração do sistema imperialista mundial, faz com que o Estado tenha que intervir para salvar as grandes empresas, os bancos e as demais instituições financeiras. Os recursos públicos estão sendo direcionados massivamente para socorrer os capitalistas, os verdadeiros causadores da crise. Este é o sentido dos planos de Biden.

As medidas de Biden causaram confusão. Alguns pensam que os Estados Unidos estão voltando à era do keynesianismo e do Estado de Bem-Estar Social. Não se trata disso. A intervenção do Estado é uma forma de impedir o colapso total do sistema decadente, de dar-lhe alguma sobrevida, impedir uma falência generalizada que se expressará por todo o mundo. Keynes, por sua vez, era um economista burguês, preocupado em como salvar o capitalista em crise terminal.

A política neoliberal, originada nos Estados Unidos e Inglaterra na década de 1980, é a política natural do imperialismo nos tempos de hoje. Por sua vez, Biden é um homem de confiança do imperialismo, banqueiros e monopólios. Seu objetivo é colocar ordem na política interna americana, no sentido de impedir mobilizações de massas e cooptar setores da esquerda por meio da política identitária, para conseguir levar adiante ofensivas contra os povos atrasados do mundo da África, Ásia e América Latina. O imperialismo necessita se apropriar dos recursos naturais e riquezas existentes nestes países, bem como explorar mais profundamente a força de trabalho.

As perspectivas de Biden já apontam na direção de um recrudescimento da política imperialista. No Afeganistão, o democrata tenta prolongar a retirada das tropas americanas que ocupam o País desde 2001. No Oriente Médio, particularmente na Síria, já se verifica uma política mais agressiva. No Chife da África, a Somália experimentou bombardeios aéreos autorizados por Biden. Na América Latina, as pressões sobre o Brasil aumentaram, com o pretexto de que é preciso preservar a Amazônia.

Nos Estados Unidos, os banqueiros precisam de uma retomada da economia. As crises econômica e sanitária precisam ser amenizadas pelo governo, este é o sentido da campanha de vacinação desenvolvida por Biden. Ao fim, trata-se de permitir o retorno dos lucros extraordinários dos banqueiros, um dos setores fundamentais da economia financeirizada interna e externamente.  O Estado burguês norte-americano usa sua máquina para expropriar recursos do povo e investir nos capitalistas.

A eleição de Joe Biden foi resultado de uma série de manobras políticas por parte do imperialismo. Elas começaram nas prévias do Partido Democrata, cuja candidatura de Joe Biden foi uma imposição contra os setores, em especial a juventude, que queriam um tipo diferente de política. Na sequência, as manobras no processo eleitoral buscavam impedir a reeleição de Donald Trump (Partido Republicano), que se chocara em diversas ocasiões com os objetivos do imperialismo.

Devido às contradições políticas que expressava, Donald Trump não tinha condições de aplicar uma política neoliberal. O próprio denunciou que as eleições foram fraudadas para possibilitar a vitória de Joe Biden. O ex-presidente republicano respondia a interesses de setores mais marginalizados da burguesia americana, começando com a ideia de combater o “globalismo” e atuar para a volta dos empregos para os Estados Unidos, materializado na consigna “America First”. No plano internacional, Trump trabalhou pela retirada das tropas americanas do Afeganistão, ao chegar a um acordo com o Talibã, e propôs a retirada da Síria.

Uma das principais preocupações do imperialismo é impedir o retorno de Trump em 2024. Para isso, há manobras sendo feitas para inviabilizar sua candidatura. A imprensa imperialista classifica o governo Trump de “populista”, uma espécie de senha para identificar governos que não são alinhados com seu interesse, que é a política neoliberal selvagem

Ao contrário de Trump, o atual presidente democrata é um neoliberal declarado, homem de confiança do setor mais poderoso do imperialismo. Seu pacote de estímulo é uma forma de garantir os lucros do capital financeiro através da injeção de dinheiro público.

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