Segue a crise imperialista
Sanders venceu as primárias no estado com 26% e 9 delegados, contra 24,4% e 9 delegados de Buttgieg
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Bernie Sanders, senador de Vermont em campanha: Reuters/ Mike Segar |

Na noite dessa terça (11), encerrou-se a apuração das primárias do Partido Democrata no estado de New Hampshire, Estados Unidos da América (EUA). Expressando a forte tendência à polarização, Bernie Sanders venceu a votação com 26% dos votos (9 delegados), contra 24,4% (9 delegados) de Pete Butggieg.

O resultado segue expressando um guinada no quadro político. Joe Biden, vice-presidente de Barack Obama, liderou a competição do partido a nível nacional. No entanto, sua péssima colocação na primária de Iowa (quarto lugar) pode ter inviabilizado sua escolha como candidato do partido.

No lugar de Biden, Pete Buttgieg, ex-prefeito de South Bend, homossexual assumido e ex-veterano de guerra, ultrapassou de forma surpreendente os competidores, incluindo Sanders, e venceu as primárias de Iowa, conseguindo 13 delegados. Esta reviravolta sugere que a burguesia imperialista dos EUA talvez tenha calculado que não conseguiria derrotar Sanders apoiando Biden e que Buttgieg talvez possa.

O resultado evidencia 2 aspectos da postura da burguesia imperialista dos EUA. Enquanto Sanders é o candidato de oposição a Trump e ao próprio Partido Democrata, Buttgieg foi escolhido pela burguesia como nova arma para combater o senador de esquerda, abadonando o ex-vice-presidente Joe Biden.

Segundo divulgou matéria do portal Isto É Dinheiro, o advogado Mike Schowalter, de 39 anos, votou em Sanders por considerar que candidato está preparado para derrotar Trump. Segundo ele, diferente Hillary Clinton – escolhida como candidata nas primárias democratas de 2016 – “Trump e Sanders dialogam com as pessoas que perderam seus empregos para a globalização”, afirma o eleitor. Aqui vale a ressalva de como a extrema direita (Trump) faz demagogia com as pautas de esquerda e como apenas a esquerda (aqui representada por Sanders) apoiada nos trabalhadores, pode conquistar essas pautas. No caso dos EUA, Trump e Sanders defenderam nas eleições de 2016 o salário mínimo de 10 dólares por hora.

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