Eleições nos EUA
Cenário complexo. A campanha de Sanders expressa a polarização nos EUA entre os trabalhadores e o regime e difere de suas posições de esquerda burguesa, imperialista
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Sanders durante campanha em New Hampshire. Foto :Joe Raedle / Getty Images |

As primárias do Partido Democrata no estado de New Hampshire, Estados Unidos da América (EUA), ocorridas na semana passada, expressaram a forte tendência à polarização, dando a vitória ao senador Bernie Sanders. 

Sanders é um candidato de esquerda, autointitulado socialista. O fato de um candidato com essa postura liderar a disputa, para ser candidato pelo Partido Democrata dos EUA, por si só revela o nível de polarização no país.  

No entanto, existe um aspecto complexo a considerar. A política de Sanders é de apoio à política externa do imperialismo – não se opõe frontalmente às invasões e os treinamentos militares em países atrasados. Ao defender reivindicações dos trabalhadores, como aumento do salário mínimo, programas sociais, entre outros, Sanders é visto por um amplo setor da população como opositor natural contra o programa da direita e da extrema direita.  

Por isso, ainda que Sanders seja um candidato de esquerda imperialista e tenha um programa que possa ser assimilado pela burguesia estadunidense. A burguesia teme os setores sociais (trabalhadores, negros, imigrantes, jovens) agrupados na candidatura de Sanders devido à polarização política. Portanto, não quer que ele enfrente Trump nas eleições.  

Para combater essa tendência, enquanto Biden e Warren veem o naufrágio das suas campanhas, Pete Buttgieg, apareceu como principal apoiado da burguesia, aparentemente como nova escolha da burguesia para derrotar Sanders.  

Como já mostramos em depoimentos anteriores aqui no Diário Causa Operária Online (DCO), nas últimas eleições presidenciais nos EUA (em 2016), um grande número de apoiadores dos democratas não votaram para não apoiarem a candidata direitista Hillary Clinton. Essas pessoas estão entre os entusiastas que votaram em Sanders por considerar que ele está preparado para derrotar Trump. É essa massa de trabalhadores que a burguesia teme que se agrupem em torno de uma candidatura de “esquerda socialista”.  

Isso fica claro no relato de um eleitor de Sanders nas primárias: “Trump e Sanders dialogam com as pessoas que perderam seus empregos para a globalização.” No entanto, a extrema direita (Trump) faz demagogia com as pautas de esquerda ainda que só a esquerda (aqui representada por Sanders) apoiada nos trabalhadores, possa conquistá-las. 

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