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Após as eleições italianas, a crise se tornou geral em todo o país. Ganhou as eleições uma coligação entre a direita neoliberal – representada por Berlusconi (Forza Italia), que é um setor tradicional do imperialismo – e a direita fascista, oriunda de grupos separatistas do norte da Itália, a Liga. Isso ao mesmo tempo em que a esquerda do regime imperialista, o Partido Democrático, perdeu espaço para um grupo pequeno-burguês altamente demagógico com posições direitistas, o “Cinco Estrelas”.

Entretanto, para tentar conter a crise, Berlusconi tentou apaziguar a crise chamando uma coligação com a esquerda – o que na verdade só fez aumentar a crise, no momento em que seu principal aliado, a Liga, recusou sua efetivação. Assim como em diversos países da Europa (assim como nos Estados-Unidos), a extrema-direita está tomando conta cada vez mais da força política. Isso acontece porque, ao mesmo tempo em que o imperialismo está enfrentando uma dura crise, não existe de fato uma esquerda nesses países que não esteja alinhada com a política tradicional da burguesia.

A crise na Itália apenas comprova ainda mais a crise política da Europa em sua totalidade. Muito provavelmente, diante deste impasse, será necessário convocar novas eleições para resolver (ou não) o problema. Isto porque não está claro qual setor político guiará a coalizão majoritária do Parlamento, uma vez que nenhuma delas tem os votos suficientes para liderar sozinha – algo parecido está ocorrendo na Alemanha (para comprovar que a crise é geral).

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