Golpismo
Imperialismo tenta repetir em Belarus o mesmo que fez na Bolívia
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Lukashenko
Encontro de aliados: Putin (Rússia) e Lukashenko (Belarus) | Foto: Reprodução

No último Domingo (09/08) foi anunciada em Minsk, capital de Belarus, a reeleição de seu presidente Alexander Lukashenko com 80,23% dos votos. Lukashenko governa Belarus desde 1994 e costuma vencer seus adversários por larga margens de votos. Apesar da expressividade da vitória eleitoral houve protestos na capital e outras 20 cidades.

A oposição a Lukashenko é fortemente apoiada pelo conjunto das forças imperialistas, EUA e União Europeia. A respeito das eleições em Belarus, o governo alemão fala em “irregularidades sistemáticas” e não cumprimento de “padrões democráticos mínimos”. A imprensa burguesa internacional vem dando destaque aos protestos e ressalta a negativa do Governo em aceitar os observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

Belarus é uma ex república soviética aliada da Rússia, é produtora de petróleo e gás e mantém sob controle Estatal a maior parte de sua economia, além disso tem um governo de tipo nacionalista, motivos suficientes para torná-la alvo do intervencionismo imperialista, que busca desestabilizar o país e tornar viável um golpe de Estado.

A rádio francesa RFI destaca que a oposição é liderada por três mulheres representantes de “perseguidos políticos”, sob a liderança da professora de inglês Svetlana Tikhanovskaya, derrotada na eleição obtendo menos de 10% dos votos.

A campanha imperialista contra o Governo Lukashenko segue o mesmo modus operandi usado contra a Venezuela, Turkia, Síria, China e muitas outras nações onde seus interesses são contrariados. Fustigam o surgimento de protestos e alimentam a imprensa burguesa com notícias, que via de regra, apelam para o conceito burguês de democracia. A mesma imprensa que cobra a participação dos observadores da OSCE na eleição da Belarus não exigiu o mesmo na eleição fraudulenta de Bolsonaro no Brasil, nem tampouco acusou de anti democrático o golpe contra Evo Morales na Bolívia, pelo contrário, conferem legitimidade a toda ditadura que se curve a seus próprios interesses.

A boa leitura do noticiário internacional deve ser precedida da análise do veículo que o noticia e portanto, dos interesses geopolíticos envolvidos. Também deve o leitor, abster-se da visão maniqueísta de dividir o mundo entre o bem e o mal. Discordar da opinião imperialista sobre a eleição em Belarus não significa que apoiamos integralmente o regime vigente no país. Sabemos que a liberdade dos oprimidos em todo o mundo passa obrigatoriamente por derrotar o imperialismo, este sim, o inimigo maior dos trabalhadores, da liberdade e da paz no mundo.

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