7 milhões de armas na mão
No dia 15 de agosto, o governo de Belarus movimentou tropas em respostas a exercícios militares da OTAN em suas fronteiras
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Sede do governo de Belarus, em Minsk. À frente do prédio, uma estátua de Lênin. | Foto: Nuno Godinho

Neste sábado dia 15 de agosto, o presidente de Belarus (ou Bielorrússia), Aleksandr Lukashenko, transferiu uma brigada de assalto aéreo de Vitebsk para Grodno,  fronteira ocidental do país. A transferência ocorreu em resposta à escalada de tensão do governo de Lukashenko com o imperialismo, após exercícios militares da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na Polônia e Lituânia.

O aumento da belicosidade imperialista ocorre após a derrota de seu candidato fantoche Svetlana Tikhanovskaya, para o sexto mandato de Lukashenko com uma maioria de 80% dos votos nas eleições presidenciais no dia 9 de agosto. As operações das forças da OTAN foram uma clara ameaça ao governo Lukashenko e uma demonstração de apoio à tentativa de golpe articulada pela direita imperialista no país.

Neste momento de evolução da agressões imperialistas a Belarus, que há mais de uma década já sofre sanções econômicas e agora consolida-se a possibilidade de guerra aberta, é necessário recordar o pronunciamento absolutamente correto de Lukashenko em 2018, no qual afirma que poderia armar todo o povo para defender Belarus.

“Eu não estava brincando quando disse que se tivéssemos armas de fogo suficientes — rifles de assalto, pistolas, metralhadoras e munição e se, Deus me livre, há guerra, vamos entregá-la a todas as famílias”, disse Lukashenko, em 2018.

É inegável que um governo que pretender armar toda a população adulta do país (o país tem 10 milhões de habitantes e os adultos estão em torno de 7 milhões), tem o apoio da maioria da população e confia neste apoio. Se o cenário fosse outro uma população armada onde a maioria fosse contrária a seu governo, essa população usaria as armas para depor-lo. 

Esse fato, entre outros, como uma taxa de desemprego de 0,5% (uma das menores do mundo), um índice de coeficiente Gini de 25,2% (o terceiro menor no mundo, quanto mais próximo de 100, mais desigual é o país, enquanto que quanto mais próximo de 0, menos desigual ele é), demonstra que o que é noticiado na imprensa mundial de que o governo de Belarus trata-se uma ditadura odiada pelo povo é uma campanhas de calúnias, mentiras sem qualquer âncora na realidade, pois uma ditadura nunca amaria o povo. 

Temos de denunciar essa tentativa de golpe de estado do imperialismo que Belarus está sofrendo. Embora não se trate mais de um estado operário Belarus ainda mantém um forte controle do estado sobre a economia, algo em torno de 80%, e essa é a razão dos ataques dos imperialismo ao governo nacionalista de Lukashenko. Os capitalistas tentam derrubar o governo para assumir o controle sobre a economia bielorrussa e assim depredarem o país livremente.

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