Identitarismo
Banqueiros e grandes empresas monopolistas, como a Globo, confundem a luta dos negros e das mulheres para controlar o levante dos explorados contra o regime golpista
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BBB 2021 registra recorde de participantes negros e vira assunto nas redes sociais | Foto: Divulgação – Globo / Montagem – RD1)
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BBB 2021 registra recorde de participantes negros e vira assunto nas redes sociais | Foto: Divulgação – Globo / Montagem – RD1)

A campanha indentitária do imperialismo internacional, comprada pela esquerda pequeno-burguesa, atingiu um novo nível de demagogia nesta semana. Na lista de participantes divulgada pela Globo nesta terça-feira (19), o “BBB 21”, pôde-se ver mais uma “incrível vitória” do movimento negro brasileiro: o maior número de participantes negros da história do reality show. 

Comemorada por setores da esquerda, por sítios como o Quebrando Tabu e personalidades dos movimentos artísticos, esta atitude é extremamente danosa ao povo negro, passando uma mensagem liberal de que: “se o negro trabalhar bastante, ele vencerá na vida”.

Já foram escalados até o momento as cantoras Karol Conka e Pocah, o rapper Projota, a influenciadora Camilla de Lucas, o comediante Nego Di e o ator Lucas Penteado. Eles irão integrar o tal camarote, uma turma de convidados pela Globo. No time chamado de Pipoca, temos a psicóloga Lumena – lésbica – o doutorando em economia Gilberto e o professor de geografia João Luiz, que também é gay.

Ao todo, nove selecionados são negros, e, segundo o monopólio televisivo, para os fãs mais atentos da atração, esta pode ser uma bela oportunidade de dar seguimento à reparação histórica iniciada com a vitória de Thelma Assis, no ano passado, sendo que no “BBB 19”, que contava com cinco participantes negros, a campeã foi Paula Sperling, acusada de dar várias declarações consideradas racistas.

Tudo um grande show de oportunismo da emissora mais racista da América Latina, defensora do Golpe Militar de 1964, da Polícia criminosa do Brasil, mas que, por causa da compra desta política por setores “aloprados” da esquerda, está tentando passar de “boa moça” e “desconstruída”

É preciso aqui desferir alguns argumentos sobre um ou outro participante que aceitou participar desse show de oportunismo contra a luta dos negros. Isto por conta de suas próprias colocações políticas no dia a dia, ou suas expressões artísticas, como o caso da cantora Karol Conka, em diversas canções, trabalha a ideia do empoderamento individual – falso – das mulheres e dos negros, como forma de ascensão social possível dentro da luta de classes. Nas músicas “Bem sucedida”, “100% feminista”, “As patroas”, ela trata expõe essa ideia, mesmo que artisticamente de forma sutil – as vezes – de que as mulheres estariam ganhando terreno dentro da sociedade capitalista, ganhando poder de fala, poder econômico e ganhando respeito sabe-se lá de quem. 

Porém, indo contra os anseios verdadeiros de classe das mulheres e dos negros, defendida pelos Coletivos João Cândido e Rosa Luxemburgo do PCO, e pelos movimentos de mulheres e negros socialistas e comunistas em diversas partes do mundo, criam uma ilusão de conquista individualista. Não compreendendo, assim, a luta das milhões de mulheres negras esmagadas todos os dias nas periferias, e que, quem de fato conhece a realidade das favelas, nunca poderia afirmar que essa massa gigantesca está conquistando nada neste momento. 

Pelo contrário, as mulheres estão sendo atacadas por um governo golpista, que todo dia retira os direitos mais básicos ligados aos direitos trabalhistas, igualdade salarial, direito das gestantes, direitos ao aborto, direito a escola de qualidade para os filhos, direito ao salário digno, direito a uma moradia digna, etc, etc, etc. 

Neste momento, em que a pandemia mata mais de 212 mil brasileiros, resultado da política genocida dos golpistas, apoiada pela Rede Globo, que ajudou a derrubar Dilma Rousseff (PT) e a eleger Bolsonaro. O governo que colocou a ministra Damares, inimiga das mulheres, para destruir as condições das negras e pobres neste país. Há camadas dos movimentos dos negros e das mulheres sendo utilizados por banqueiros, grandes empresas monopolistas (tais como Boticário, Vivo, Claro, etc).

E para piorar, estes ditos esquerdistas, defendem que é um avanço este circo, onde celebridades formadoras de opinião participam de programas da burguesia para amansar o povo que está prestes a explodir em revoltas contra a fome e o desemprego. 

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