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A captura na Bolívia e a extradição de Cesare Battisti para a Itália nesse domingo (13) demonstra a envergadura da brutalidade da extrema-direita internacional e a colaboração que ela recebe do imperialismo dito “democrático”.

Battisti foi capturado em Santa Cruz de la Sierra pela Polícia Internacional (Interpol). Trata-se de uma organização policial a nível internacional criada e controlada rigidamente pelo imperialismo, como um de seus muitos braços repressores.

Essa afirmação foi facilmente constatada e comprovada quando, na eleição para sua diretoria, no final de 2018, o candidato russo (que tinha as maiores chances de ocupar o cargo máximo na entidade) sofreu um golpe que levou à eleição de um sul-coreano, através de uma operação envolvendo especuladores de países imperialistas.

A Interpol, comandada na prática por EUA, Inglaterra e França, foi quem prendeu Battisti, perseguido político do governo italiano liderado pelos fascistas Giuseppe Conte e Matteo Salvini e do fascista brasileiro Jair Bolsonaro.

Battisti, acusado em um processo nitidamente fraudulento, agora será preso nas masmorras italianas, onde já se sabe que será torturado e, possivelmente, assassinado. A morte na cadeia é certa, uma vez que sua condenação é de prisão perpétua.

Bolsonaro, colocado na presidência pelos mesmos que ajudaram a prender Battisti, conseguiu uma vitória. Mesmo que o Brasil já não estivesse mais relacionado com a questão depois que Battisti chegou à Bolívia, Bolsonaro se apresenta como o responsável por sua captura e extradição, junto com seus comparsas fascistas italianos.

A prisão de Battisti simboliza a repressão que a extrema-direita procura desencadear contra toda a esquerda e os setores populares. O que passou com Battisti é o mesmo que os fascistas querem fazer contra todo o movimento dos trabalhadores.

O presidente boliviano, Evo Morales, por sua vez, adotou uma posição abertamente capituladora e conciliadora com o imperialismo e a extrema-direita, ao não conceder asilo e entregar Battisti aos seus algozes. O governo boliviano cedeu às pressões da extrema-direita brasileira e regional e ao imperialismo, demonstrando claramente as limitações do nacionalismo burguês na luta contra esses inimigos dos trabalhadores.

Essa é uma lição a ser aprendida pela esquerda, no sentido de livrar um enfrentamento decidido contra a direita. Para derrotar os fascistas e o imperialismo não se pode cair nas ilusões conciliatórias. A única maneira de derrubar Bolsonaro e os fascistas em todo o mundo, bem como vencer o imperialismo, é pela força independente das massas populares, com a classe operária na dianteira, derrubando o regime burguês através de uma revolução socialista.

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