Quem é o “mal menor”?
Exemplo do Maranhão demonstra: “frente ampla”, é uma farsa para submeter a esquerda aos interesses dos inimigos do povo. É preciso combater duramente essa política.
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Dino e fhc (1)
A verdadeira busca de Flávio Dino não é a esquerda. É a direita e vai de FHC a Bolsonaro | DCO

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), se transformou nos últimos meses no maior artífice do lado da “esquerda” da política de frente ampla com os golpistas, que se estende até mesmo a Bolsonaro visto a sua tentativa de propor um pacto, no último mês de agosto, com o próprio presidente fascista Jair Bolsonaro, a pretexto de combater a crise e o desemprego.

No pacto, os governadores genocidas, como  Wilson Witzel (agora afastado), Ibaneis, Ratinho Jr., Zema e João Doria, etc., responsáveis por implementar a política defendida pelo governo golpista de “socorrer” os capitalistas e deixar a população morrer, teriam cadeira cativa ao lado dos golpistas que sentam nas cadeiras de presidentes das maiores entidades patronais do Brasil, como a Febraban (bancos), a CNI (Indústria), a CNA (Agricultura), patrocinadores e apoiadores do golpe de Estado e de todas as medidas adotadas pelos governos Temer e Bolsonaro contra o povo e, para dar uma aparência democrática à esta frente diabólica, representantes das centrais sindicais. Na ocasião Bolsonaro rejeitou a proposta e ainda ridicularizou o governador maranhense mostrando uma “banana” para Dino.

Mas se não conseguiu com o presidente, Flávio Dino continua tentando. E nas eleições municipais de São Luís, está se posicionando ao lado de um Bolsonarista de carteirinha e vendo a própria base de seu governo direitista e de seu próprio partido se dividir na escolha de quem será o outro bolsonarista a ser apoiado.

No primeiro turno, os partidos aliados do governador dividiram-se entre cinco candidatos Duarte Júnior (Republicanos), Rubens Júnior (PCdoB), Neto Evangelista (DEM), Bira do Pindaré (PSB) e Yglésio Moyses (Pros). O objetivo de Dino era que o candidato que passasse ao segundo turno tivesse o apoio dos demais, situação que não se efetivou.

Parte de seus aliados decidiram apoiar Eduardo Braide (Podemos) opositor de Dino, mesmo após o “comunista” sair da neutralidade para apoiar Duarte Júnior (Republicanos) no segundo turno, sendo o Republicanos, partido de Carlos e Flávio Bolsonaro, filhos do presidente.

No primeiro turno, eram sete candidatos da base do governador na disputa. Em razão disso, Flávio Dino preferiu ficar “em cima do muro” até a definição do segundo turno, quando agora declara apoio explícito ao partido de Extrema direita de Duarte, o Republicanos, mesma agremiação dos bolsonaristas Celso Russomanno e Marcelo Crivella. Além disso a crise está fundada no governo direitista de Dino, dois dos candidatos derrotados de sua base de governo decidiram apoiar Eduardo Braide do Podemos e há denúncias de dissidência até mesmo no PCdoB maranhense frente à política burguesa colocada.

De acordo com pesquisa Ibope divulgada na sexta-feira passada, Eduardo Braide do Podemos (partido do ex-candidato a presidente da extrema direita, Alvaro Dias), tem 49% dos votos totais, enquanto Duarte tem 42%. A margem de erro é de três pontos percentuais.

O apoio mais importante recebido por Braide no segundo turno foi do deputado estadual Neto Evangelista (DEM), ex-secretário de Dino, que teve 16,2% dos votos, seguido pelo apoio do correligionário de Dino, deputado estadual Carlinhos Florêncio, que é do PC do B.

Outra situação de crise para a frente ampla no Estado é que no primeiro turno, Neto Evangelista foi apoiado pelo PDT, partido do senador Weverton (MA), que também tem interesse no governo do estado. Ele declarou neutralidade no segundo turno, mas o diretório municipal do partido endossou o nome de Eduardo Braide, que é apoiado diretamente pelo PSDB. O deputado federal Gil Cutrim e o estadual Glalbert Cutrim, ambos pedetistas, também anunciaram apoio a Braide.

Com toda a crise gerada, a obsessão de Dino como um dos encabeçadores da frente ampla direitista para 2022, até como o candidato a presidente da frente Ampla começa a ruir em seu próprio Estado, a divisão por si só já é um baque para as intenções do governador abutre, que sonha em não ter Lula como candidato da esquerda a presidente e que ele se aposse dos dividendos eleitorais de Lula.

Inclusive para esta intenção, o governador golpista inclusive já deu sua direta contribuição contra a única candidatura do PT próxima a Lula, a candidatura de Marília Arraes, onde na reta final do segundo turno das eleições municipais, Ciro “Coca Cola” Gomes do PDT, o vigarista que apoiou a privatização da água em favor da Coca Cola e da Nestlé, foi pessoalmente até Recife para fazer campanha para a candidatura de direita de João Campos do PSB, que ´o concorrente de Marília. Já Flávio Dino não chegou a viajar, mas gravou vídeo para apoiar João Campos.

Dino parece ter recorrido ao microscópio para achar grandes diferenças entre o candidato do Podemos e o do Republicanos, no final, a política do mal menor mostra sua verdadeira face, na eleição vale tudo na luta por cargos, até apoiar bolsonarista, falando que está combatendo Bolsonaro, contra outro candidato bolsonarista.

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