Demissão no Itaú
Banco Itaú irá demitir sete mil trabalhadores
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Banco Itaú |

Um dos maiores financiadores do golpe de estado no Brasil, os banqueiros, estão a todo o vapor em liquidar com os direitos, conquistas e o emprego dos trabalhadores para satisfazer o apetite de meia dúzia de parasitas que vivem às custas da exploração de toda a população.

No último dia 31 de agosto terminou o prazo para os funcionários do Banco Itaú/Unibanco aderirem ao Plano de Desligamento “Voluntário” (PDV), que pretende colocar no olho da rua cerca de 7 mil trabalhadores. Conforme noticiado pela imprensa capitalista o número de adesões, ao famigerado PDV passaram do esperado pela direção do banco. “Temos um conjunto de cerca de 7 mil funcionários elegíveis e o porcentual de adesão dentro desse universo está acima do esperado”, disse Milton Maluhy, vice-presidente de finanças e risco de Itaú Unibanco. (site Estadão 03/9/19)

Os Planos de Demissões “Voluntárias” são verdadeiros planos de terror e pressão, exercida pela direção dos bancos, desde a famigerada era de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), como forma de demissão em massa de trabalhadores.

No atual caso das demissões no Itaú, o terror é sobre os funcionários “elegíveis”: aqueles com idade igual ou superior a 55 anos, aos trabalhadores nos quais os cargos foram extintos no banco, aqueles que são egressos de outros bancos em decorrência de fusão de empresas, aqueles funcionários que são detentores de estabilidade provisória (integrantes de Cipa, por exemplo) e por fim, trabalhadores que apresentam problemas de saúde com afastamentos previdenciários.

Como a própria lista de “elegíveis já indica é uma política dos banqueiros do Itaú de colocar todos aqueles que são indesejáveis no olho da rua. Não é por acaso que além dos 7 mil elegíveis terem se candidatado para sair; é melhor sair com uma merrequinha, a mais, na mão (há um incentivo que o banco está “oferendo” para quem aderir) do que não aderir ao plano, e ser demitido logo em seguida com uma mão na frente e outra atrás.

Há por parte dos banqueiros e de seus governos uma ofensiva reacionária contra os trabalhadores que visa única e exclusivamente aumentar o lucro desses parasitas através da superexploração dos trabalhadores e da desgraça de dezenas de milhares de famílias.

É necessária uma ampla campanha dos trabalhadores e suas organizações contra a liquidação da categoria bancária. A luta em defesa do emprego deve estar vinculada à luta para derrotar o golpe e suas medidas, única maneira efetiva de se contrapor aos banqueiros e ao governo golpista por eles instalado. Fora Bolsonaro, eleições gerais, Liberdade para Lula.

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