Reforma administrativa
Articulista do Estadão defende que os “privilegiados” são os funcionários públicos, atacados pela reforma. Porém, os verdadeiros parasitas do país são os banqueiros e capitalistas
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Paulo Guedes, a "tchutchuca" dos banqueiros e principal defensor da reforma no funcionalismo | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom

Na noite da última quinta-feira (3), foi entregue o texto com a proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma administrativa. A entrega foi feita pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Jorge Oliveira, e pelos líderes do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), e no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), para o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. 

A PEC consiste na retirada de uma série de direitos e conquistas do funcionalismo público no Brasil. Entre eles, há a contratação por tempo determinado, fim da aposentadoria compulsória, fim das férias acima de 30 dias e uma maior facilidade no processo de demissão do funcionário público.

Em artigo publicado no Estadão, a articulista Ana Carla Abrão faz uma ampla defesa dos cortes nos direitos do funcionalismo. Ela faz diversas críticas tanto ao valor gasto pelo governo com o pagamento de seus funcionários quanto à suposta grande quantidade de pessoas empregadas na máquina pública. 

Para fazer uma demagogia liberal, ela procura atacar os setores mais bem pagos do funcionalismo, como os que se encontram em carreira jurídica, no ministério da Defesa e em altos postos administrativos. No entanto, é sabido e amplamente divulgado o fato de que essa reforma administrativa irá atingir principalmente os “peões” do funcionalismo, que se encontram em cargos menos remunerados.

A articulista cita diversas medidas da reforma administrativa, que, segundo ela, ajudariam no combate aos chamados “privilégios”, que são, na verdade, direitos, conquistados pela luta dos trabalhadores. Esse discurso do “combate aos privilégios” não passa de um jargão neoliberal para justificar a rapina do estado nacional por parte da burguesia.

O mais importante, porém, é destacar quem está sendo representado pelo Estadão e pelas posições expressas no artigo de Ana Carla Abrão. Os principais interessados em defender essas posições são os capitalistas e, principalmente, os banqueiros e chefes do mercado financeiro. 

Estes parasitas sociais passam o tempo todo pressionando os governos de todos os países a adotarem medidas que irão acabar com os direitos dos trabalhadores, classificando-os como “privilegiados”. Contudo, é óbvio que não há ninguém mais privilegiado do que os donos dos bancos e os grandes capitalistas do mercado financeiro. Aqui no Brasil, metade do PIB nacional vai para o bolso de meia dúzia de famílias de banqueiros, que nada produzem para a economia nacional, agindo como verdadeiros sanguessugas do trabalho do povo brasileiro.

Mesmo assim, ainda possuem o cinismo de, através de um jornal burguês que defende os seus interesses, dizer que os privilegiados são os funcionários públicos do estado nacional. Entretanto, é bastante óbvio que os banqueiros é que são os verdadeiros privilegiados que não fazem nada pelo país e ainda querem acabar com os direitos conquistados pelos trabalhadores.

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