Barrar as demissões
Está em curso na categoria bancária a mesma ofensiva reacionária que o governo ilegítimo Bolsonaro desfecha contra os demais trabalhadores
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Demissão nos bancos | Seeb/Campo Grande

O governo Bolsonaro, nascido de um acordo entre os diversos setores de grande capital nacional e internacional (que organizou o golpe de Estado de 2016 com a aprovação do impeachment da presidenta Dilma Roussett no reacionário Congresso Nacional) vive, pouco mais de 600 dias de governo, uma crise gigantesca. Esta situação demostra que a burguesia  não conseguiu  reverter o quadro de crise anterior de 2008; o que temos é uma crise do regime político burguês que aprofunda-se sem parar.

Uma crise que está assentada na incapacidade da burguesia e dos seus governos de apresentar uma alternativa diante da crise econômica.

Para pagar a dívida interna aos banqueiros nacionais e internacionais, dívida essa que consome mais da metade do PIB brasileiro, o governo ilegítimo Bolsonaro aprofunda os cortes nos gastos públicos com serviços essenciais para a população.

Apenas neste ano, por conta do aprofundamento da crise com a pandemia do coronavírus, vimos o governo despejar nos cofres dos banqueiros nada menos do que R$ 1,2 bilhão do dinheiro público.

Enquanto o governos faz a festa dos banqueiros e empresários distribuindo dinheiro para esses multimilionários, são distribuídos a conta gotas recursos para combater a pandemia, que já vitimou centenas de milhares de vidas e, ameaça a vida de milhões de trabalhadores na cidade e no campo, onde a fome já atinge cerca de 40 milhões de brasileiros.

É nesse contexto de crise geral que a categoria bancária está inserida, que se reflete no aprofundamento dos ataques reacionários dos banqueiros aos trabalhadores, principalmente no que diz respeito a massa de bancários que estão sendo jogados no olho da rua, por conta da política dos banqueiros de manter os seus já fabulosos lucros às custas da miséria da categoria.

Está em curso na categoria bancária a mesma ofensiva reacionária que o governo ilegítimo Bolsonaro desfecha contra os demais trabalhadores e o conjunto da população explorada do país (congelamento salarial, demissões em massa, privatizações, liquidação da Previdência Social, reforma trabalhista, reforma administrativa, terceirização, etc.)

Com o golpe de Estado, orquestrado pelos países imperialistas, principalmente norte-americano, grandes capitalistas e banqueiros, os trabalhadores estão sendo chamados a entregar os seus próprios empregos para satisfazer os interesses desses parasitas num momento de crise econômica aguda do capitalismo.

O arrocho salarial e as demissões são as duas faces da mesma política do governo de descarregar sobre as costas dos trabalhadores o ônus de toda a orgia financeira e capitalista levada às últimas consequências por um punhado de parasitas especuladores e inadimplentes (estes sim os verdadeiro devedores do país), que têm levado a economia nacional à falência.

No embalo dessa ofensiva, os banqueiros estão se aproveitando da crise da pandemia para aprofundar, ainda mais, a política de demissões na categoria bancária. Os principais bancos privados do país, Bradesco, Itaú, Santander, Safra, já começaram a jogar no olho da rua milhares de trabalhadores; nos bancos públicos, o Banco do Nordeste e o Banrisul, anunciaram recentemente mais um famigerado Plano de Demissão “Voluntária”, com o objetivo de enxugar o quadro funcional como preparação para a privatização.

Os cinco maiores bancos no Brasil (BB, CEF, Itaú, Bradesco, Santander) já anunciaram o fechamento de centenas de agências no país. Recentemente a direção golpista do Bradesco divulgou que pretende fechar 500 agências, os banqueiros dos demais bancos do Itaú já haviam declarado os seus planos no mesmo sentido.

Colocada em prática tal política teremos, no próximo período, a possibilidade da demissão de cerca de 100 mil trabalhadores bancários e, logicamente, esse milhares de trabalhadores passarão a fazer parte do contigente de milhões de miseráveis brasileiros, já que não há a possibilidade desses trabalhadores se inserirem novamente no “mercado de trabalho”.

Mesmo sendo o setor da economia que mais lucra, até em tempos de pandemia, os banqueiros estão demitindo em massa os trabalhadores bancários.

Os lucros são astronômicos; levantamento realizado pela consultoria Economática constata que o sistema financeiro foi setor que mais lucrou em 2019 e manteve esse ranking no primeiro semestre de 2020.

No ano de 2019 somente os 4 maiores bancos brasileiros (BB, Itaú, Bradesco, Santander) lucram juntos R$ 81,5 bilhões e, mesmo nessas condições os bancos estão demitindo em massa, inclusive em tempo de pandemia, passando por cima do acordo com as organizações de luta dos trabalhadores de não realizar demissões enquanto dure a pandemia.

Um dos falsos argumentos dos patrões para justificar as demissões é a alegação de que se trata de “adequar o quadro de empregados em função das frequentes mudanças decorrentes da digitalização dos processos e da mudança de comportamento dos seus clientes que cada vez menos precisam ir às agências.

Até uma criança de 5 anos sabe que essas justificativas dos banqueiros é uma tremenda conversa fiada; tal política visa única e exclusivamente a obtenção de lucro às custas da miséria dos trabalhadores. São inúmeros casos que compravam isso. O Banco Bradesco, passado um ano da aquisição do HSBC, abriu um PDV onde demitiu milhares de trabalhadores; da mesma forma foi no Banco do Brasil, quando da aquisição da Nossa Caixa  que, imediatamente após a compra jogou no olho da rua 30% do efetivo do banco, ou seja, mais de 4 mil bancários perderam os seus empregos naquele período.

Contra esse ataque feroz, os bancários devem levantar a sua voz e dar um retumbante NÃO às demissões. Exigir das direções sindicais e refutar qualquer “tentativa de negociação” que vise os bancários engolir as demissões. O EMPREGO É INEGOCIÁVEL. Organizar imediatamente uma campanha vigorosa contra as demissões, na perspectiva de uma luta unitária e de conjunto de todos os bancários com as demais categorias de trabalhadores, particularmente as que estão na linha de frente do ataque do governo (Trabalhadores das Empresas Estatais, Servidores Públicos, etc.)

No sistema capitalista o único direito de fato que tem o trabalhador é o direito de ser explorado.

Os trabalhadores, que produzem a riqueza desse país, não são responsáveis pela falência do regime dos patrões.

Não são os trabalhadores que arrombam os cofres da União, não são os trabalhadores que giram trilhões de dólares na ciranda financeira, não são os trabalhadores os causadores da inflação. Portanto, os trabalhadores não devem aceitar arcar com a orgia capitalista. Que os verdadeiros devedores do país pagem pela sua própria crise.

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