Mais demissões de bancários
Em nome do lucro a qualquer custo, banqueiros irão demitir milhares de trabalhadores
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Bancários em luta por emprego |

Segundo dados coletados pelo jorna digital, Poder360, sítio esse que tem como uma das suas orientações conteúdos patrocinados por empresas interessadas em veicular suas ideias e conceitos a partir dos resultados dos balanços do terceiro trimestre de 2019 das cinco maiores instituições financeiras, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica, Itaú e Santander, os PDV’s (Plano de Demissão “Voluntária”) irão jogar no olho da rua mais de 11 mil bancários até 2020.

Tal conclusão é baseado nos resultados desses bancos ao longo dos 12 últimos meses, onde se constatou o fechamento de 611 agências bancárias e a demissão de 5.542 trabalhadores bancários.

Os banqueiros, classe mais parasitária da economia, realizam tal operação visando a redução de gastos; uma outra justificativa, para a redução do quadro funcional e de agências bancárias, é o aumento das transações digitais, que, segundo levantamento feito pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos), 6 em cada 10 transações bancárias são realizadas pelo celular ou pelo computador.

Logicamente o que está por trás dessa política é o aumento dos seus já fabulosos lucros às custas da miséria dos trabalhadores e da sua superexploração.

Pesquisa realizada pelo Sindicato dos Bancários de Brasília, em parceria com o Grupo de Estudos em Práticas Clínicas, Trabalho e Saúde (Gepsat), o Laboratório de Psicodinâmica e Clínica do Trabalho da Unb, oferecem subsídios para o que, verdadeiramente, está por trás das demissões em massa e fechamento de agências bancárias executada pelos banqueiros.

A coordenadora da pesquisa, professora Ana Magnólia, do Departamento de Psicologia Social e do Trabalho da Unb, constata que 76% dos trabalhadores, que fizeram parte da pesquisa, em agências digitais, já se afastaram por motivo de saúde, sendo 92% deles consideram que o adoecimento foi relacionado ao trabalho; 27%, do universo pesquisado, estão sob acompanhamento psiquiátrico, 36% sob acompanhamento psicológico e 61% sob algum tipo de acompanhamento médico não especificado. Todos os acompanhados por psiquiatria estavam fazendo uso de remédios psiquiátricos.

Para Magnólia, “o sofrimento e adoecimento dos trabalhadores são causados pela organização do trabalho, que visa o lucro acima de tudo e de todos. “ (bancariosdf)

Estes dados comprovam que a política dos banqueiros, de demissão em massa, nada mais é do que beneficiar meia dúzia de banqueiros parasitas, medidas essas tem levado a situação do bancário num verdadeiro caos.

Para barrar a ofensiva dos banqueiros e do seu governo ilegítimo, Bolsonaro, é necessário organizar uma gigantesca mobilização de toda a categoria, conjuntamente com os demais trabalhadores, através de um programa classista que arme os bancários com os seus próprios métodos de luta.

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