Banqueiros golpistas, em apenas três meses, fecham mais de 1,6 mil postos de trabalho

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Os últimos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), revelam qual a política dos banqueiros para continuarem lucrando às custas da exploração dos trabalhadores.

Somente no primeiro trimestre deste ano, os cinco maiores bancos, Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, fecharam nada menos do que 1.655 postos de trabalho, ou seja, são menos essa quantidade de vagas que passam a não mais existir na categoria bancária. Os mesmos dados da pesquisa mostram que desde 2013 foram 62,3 mil postos que deixaram de existir.

Das 8.454 demissões que houveram no primeiro trimestre de 2019 os banqueiros contrataram apenas 6.799, o que resultou no saldo de 1.655 postos, definitivamente, fechados.

Os banqueiros além de lucrarem com o fechamento de postos de trabalho prejudicando trabalhadores e toda a população em geral, lucram também com as substituições de trabalhadores mais antigos, que possuem um salário um pouco melhor, por trabalhadores novos com salários menores. Um exemplo dessa manobra pode ser visto nos dados comparativos de admitidos e desligados dos bancos múltiplos com carteira comercial (Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil) sendo a renda mensal dos demitidos de R$ 6.776,00 e dos admitidos passando a ser o valor de R$ 4.521,00.

Os dados divulgados pelo Caged são reveladores em relação ao grau de parasitismo dos banqueiros. São essas máfias bancárias que controlam a economia mundial e nacional, um setor fundamental que impulsionou o golpe de estado no Brasil, com o objetivo de promover uma espoliação sem limites da classe trabalhadora e de toda a riqueza nacional, para alimentar o parasitismo de um sistema que não consegue mais produzir nem para alimentar a sua força de trabalho.