Agiotas ecológicos?
Em meio à crise ambiental engendrada pela política capituladora de Bolsonaro e seus cúmplices genocidas, o Imperailismo avança em sua campanha pelo controle sobre a Amazônia.
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Região na Amazônia completamente devastada devido à exploração desenfreada das grandes empresas. | Foto: Reprodução.

Na última quarta-feira (22), os três maiores bancos privados do Brasil – Santander, Itaú e Bradesco – anunciaram um plano de financiamento para melhorar a crise ambiental que ocorre na Amazônia. O projeto provém de uma parceria com o atual vice-presidente golpista Hamilton Mourão, o qual consiste em três fases principais: conservação ambiental, investimento em infraestruturas sustentáveis e garantia dos direitos básicos da população da região amazônica. Ademais, foi anunciada a criação de linhas de financiamento diferenciadas para estimular monoculturas sustentáveis.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o desmatamento na Amazônia brasileira aumentou pelo 14º mês consecutivo em junho e foi o maior registrado para o mês nos últimos cinco anos. Após a divulgação destes dados, elementos da mídia burguesa prontamente significam o projeto recém anunciado: não passa de uma manobra para melhorar a visão que o exterior tem do Brasil. Simples e conciso. Todavia, bem sabemos que não podemos parar aí, precisamos ir mais afundo em nossa análise.

Afinal de contas, é imprescindível suspeitarmos das ações dos grandes bancos, ainda mais o privados. Devemos lembrar que não passam de um grande conglomerado que visa unicamente o lucro, esmagando os trabalhadores e promovendo uma privatização generalizada sobre qualquer setor da economia brasileira que conseguirem colocar suas mãos. Além disso, devemos lembrar que o imperialismo existe, é real, e tem o Brasil como um de seus principais alvos, principalmente no que diz respeito ao domínio internacional da Amazônia.

É nesse sentido que vai a nossa colocação de que qualquer campanha provinda do exterior ou de qualquer instituição controlada pelo imperialismo – como é o caso dos bancos citados – em prol da Amazônia não passa de uma grande demagogia. É uma manobra para garantir que a Amazônia possa ser explorada por outros países, arrancada das mão do Brasil, seu verdadeiro dono.

O mais alarmante é que a própria esquerda pequeno-burguesa nacional cai nessa campanha, propagando palavras de ordem como “Todos pela Amazônia”. Por conseguinte, se coloca, cada vez mais, à reboque de ONGs como a WWF e, consequentemente, da própria política do imperialismo em sua incansável campanha pela dominação generalizada sobre os países atrasados.

Devemos nos lembrar que a própria Marina Silva, ex-candidata à presidência, utilizou de diversas falácias ambientalistas para concorrer ao cargo. Prova disso é que a principal financiadora de sua campanha foi ninguém mais, ninguém menos que Neca Setúbal, banqueira e irmã do ex-presidente do Itaú, demonstrando que essa campanha não é de agora.

Com isso, precisamos nos colocar contrários à qualquer avanço feito pelo imperialismo sobre o território do Brasil. Os recursos de nosso país são nossos e é simplesmente insustentável entregá-los às grandes potências. Nesse sentido, a única saída é o controle desse setor por parte do poder estatal. Decerto que não pelo governo genocida de Bolsonaro, principal expoente da exploração desenfreada da Amazônia. Mas sim de um governo do povo, que represente seus verdadeiros interesses.

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