Medidas contra os bancários
Presidente do Banco Santander anuncia em comunicado interno que pretende explorar ainda mais os seus funcionários sem novas contratações
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Representante do Banco Santander Sérgio Rial. |

O representante, no Brasil, dos banqueiros imperialistas do banco espanhol, Santander, Sérgio Rial, divulgou em comunicado interno da empresa que estarão suspensas, até abril de 2020, contratações de novos funcionários e congelou a movimentação de cargos de pessoal em igual período. A justificativa do banqueiro golpista é de que o cenário econômico ainda não está definido, e sustenta a sua argumentação com a justificativa da redução da taxa básica de juros (Selic), feita pelo Banco Central, que passou a ser de 4,5% ao ano.

Na verdade, o objetivo de mais esse ataque dos banqueiros do Santander é jogar nas costas dos seus funcionários parte do ônus da crise, fruto da orgia capitalista, e diz respeito à gigantesca crise econômica pela qual passa o país. 

É uma crise generalizada. A diminuição da taxa Selic é parte do retrocesso da política que os golpistas impuseram ao Brasil. Fica claro que os banqueiros estão tomando medidas numa economia que passa pela desindustrialização e da falência comercial e, além disso, enfrenta um desemprego em ascensão e uma diminuição constante das expectativas para do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2020. Em 2019, o crescimento Produto Interno ficou em pífio 1%, número insignificante para um país atrasado como o Brasil, que precisa desenvolver, inclusive, sua própria produção capitalista.

Diante disso, os banqueiros e os capitalistas querem descarregar todo o prejuízo com a crise nas costas da classe trabalhadora para manter abarrotados os cofres dos banqueiros e empresas falidas, financiadores do golpe.

E é nesse sentido que se desenvolve a política dos banqueiros e particularmente em relação à determinação da direção do Banco Santander em não realizar contratações e congelar a movimentação de cargos.

Segundo a própria imprensa capitalista, os quatros maiores bancos do país planejam fechar mais de 1200 agências até o final do ano, e isso irá, logicamente, acarretar a demissão de dezenas de milhares trabalhadores bancários.

Os banqueiros e seus governos declaram guerra contra os trabalhadores bancários através das mais diversas medidas que liquida com os direitos da classe trabalhadora. Estão jogando no olho da rua dezenas de milhares de pais de família para manter os privilégios de meia dúzia de banqueiros e capitalistas que vivem de parasitar toda a população.

Os trabalhadores e suas organizações devem, imediatamente preparar uma vigorosa campanha contra as demissões e contra o conjunto de ataques da direita reacionária que tenha como palavra de ordem central colocar abaixo o governo golpistas e seus lacaios: Fora Bolsonaro e todos os golpistas, Eleições Gerais já!

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