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Manobra da burguesia

Banqueiro do “Fora Dilma” impulsiona o verde e amarelo

Incentivando a adoção do verde e amarelo, o notório apoiador do golpe, Eduardo Moreira, procura se apresentar como "antibolsonarista" frente aos atos

Campanha requentada do “Somos 70%” – Foto: Reprodução/Eduardo Moreira

Em transmissão ao vivo em seu canal na plataforma de vídeos Youtube, o banqueiro Eduardo Moreira, que já foi colocado embaixo do guarda-chuva do “progressismo”, afirmou que usar, entre outras cores, o verde e amarelo durante as próximas manifestações é legítimo e que é preciso que “todo mundo vá” nos atos.

Sem ter abandonado o título “somos 70%”, surgido há pouco mais de um ano e criado pelo próprio Eduardo Moreira e adotado por parte da esquerda pequeno-burguesa para justificar a frente ampla com a direita, o banqueiro volta a insistir na ideia de “juntar todo mundo” e de “resgate dos símbolos nacionais”, afirmando:

Tem um comentário, e é legítimo esse comentário, de que várias pessoas não vão a essas passeatas porque são passeatas que acabaram tendo uma imagem de ser mais uma passeata de partidos da esquerda, e não só da esquerda, mas de partidos da esquerda, uma passeata vermelha, com pessoas muito vestidas de vermelhos. E isso é legítimo, mas ao mesmo tempo é legítimo ir de vermelho também […] vermelho é uma cor que lembra isso que é vivo, mas é legítimo também as pessoas irem de amarelo, de azul, de branco e a gente precisa que todo mundo vá! A gente precisa que todo mundo vá. Então esse pleito de que as passeatas sejam acolhedoras a todos e todas é o pleito no qual eu acredito. Eu acredito que essas passeatas e manifestações têm que ser inclusivas, elas têm que acolher todos aqueles que defendem a vida, que não aguentam mais o que Bolsonaro está fazendo.

É importante lembrar que Eduardo Moreira foi um dos banqueiros que apoiou o golpe contra à então presidenta Dilma Rousseff, em 2016. Tentando se vender como anti-bolsonarista, ele reapareceu em 2020 e foi logo adotado como parte do “campo progressista” — um termo que “atribui a condição de esquerdista” a elementos direitistas como o próprio banqueiro, Ciro Gomes e, recentemente, até Alexandre Frota. 

Tendo sido infiltrado pela burguesia nos meios da esquerda, o banqueiro mais uma vez tenta, com seu movimento requentado, disseminar a ideia da frente ampla. Com “todos devem participar” é evidente que Eduardo Moreira se refere a elementos direitistas, aos quais a imprensa burguesa, que também é disseminadora da ideia do uso do verde e do amarelo, classifica como “setores antibolsonaristas” ou “bolsonaristas arrependidos” — entre eles estão Joice Hasselmann, Kim Kataguiri do MBL e o já citado Alexandre Frota.

Tudo tem, evidentemente, um propósito claro. Assim como ocorreu durante os atos de 2013, a questão de inserir o verde e amarelo nas manifestações está ressurgindo para servir como porta de entrada da direita nos atos, com o objetivo de tomá-los de assalto e esvaziar suas pautas, retirando seu caráter popular.

Para que isso ocorra, os filhotes da burguesia espalham a campanha do verde e amarelo e cooptam parte da esquerda pequeno-burguesa para segui-los. Com a justificativa de “resgatar os símbolos nacionais”, montam um cenário que, mesmo que neguem isso, leva ao abandono das bandeiras da esquerda, ou seja, do vermelho.

Tudo isso fica evidente quando estes setores direitistas, incluindo Eduardo Moreira, explicitam que para aumentar as manifestações seria necessário juntar “todo mundo” — leia-se juntar setores direitistas e a esquerda — nas manifestações. Ou seja, para derrubar Bolsonaro seria necessário a ajuda daqueles que deram o golpe em Dilma em 2016, apoiaram a prisão de Lula em 2018 e a fraudulenta eleição de Bolsonaro, possibilitando então toda desgraça vivenciada pelo povo brasileiro atualmente.

Com todos os fatores citados acima, a burguesia tem o objetivo de transformar os atos contra Bolsonaro na mesma aberração da qual participou Eduardo Moreira em 2016, durante o golpe contra Dilma, ou seja, em atos que foram sequestrados pela direita e se transformaram em atos coxinhas e sem caráter popular.

É necessário que a esquerda abra os olhos para este tipo de política. Não se pode deixar levar por uma ou duas declarações “bem comportadas” da burguesia e de seus representantes, afinal, estes trabalham apenas por seus interesses, não pelos interesses da esquerda e do povo.

É por isso que a esquerda e o povo nos atos devem afirmar em alto e bom som que as manifestações são sim de esquerda, são sim partidárias e são sim muito vermelhas. É preciso trabalhar para seu crescimento e a única coisa que deve ser incluída nos atos é cada vez mais uma quantidade maior de trabalhadores e do povo pobre do Brasil afora.

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A burguesia já pressentiu o perigo. As revoltas populares no Equador, na Bolívia e na Colômbia mostraram para onde o continente caminha. Além da repressão pura e simples, uma das armas fundamentais dos grandes capitalistas na luta contra os operários e o povo é a desinformação, a confusão, a falsificação e manipulação dos fatos, quando não a mentira nua e crua. Neste exato momento mesmo, a burguesia se esforça para confundir o panorama diante do início das mobilizações de rua contra Bolsonaro e todos os golpistas. Seus esforços se dirigem a apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe, substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular. O Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra a burguesia, sua política e suas manobras. 

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