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Censura nas redes

Banimento de Trump: o Facebook como arma política do imperialismo

Facebook atende ao imperialismo e impõe pesada censura a Donald Trump.

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O ex-presidente norte-americano, Donald Trump. – Foto: Evan Vucci/AP/Shutterstock

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O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está oficialmente banido das redes sociais controladas pelo Facebook por dois anos. O banimento de Donald Trump foi iniciado um dia após a invasão do Congresso americano em 6 de janeiro, enquanto ele ainda era presidente do maior país imperialista do mundo. O bufão só poderá retornar às redes sociais a partir de janeiro de 2023.

O Facebook também aproveitou a oportunidade para divulgar novas regras de conduta a serem aplicadas a “figuras públicas”. As suspensões podem variar de um mês a dois anos.

Um ponto a ser observado acerca dessas novas regras de conduta é que elas tratam de situações de agitação civil e violência. O Facebook determinará a punição de acordo com o “risco” à segurança pública.

O ponto de discussão é que o Facebook, ao avaliar monocraticamente o “risco” por trás do discurso de alguém, não estará avaliando o “risco” à segurança pública, mas aos seus interesses. A empresa é um dos grandes monopólios da comunicação e possui grandes interesses econômicos e políticos. Interesses estes firmemente alinhados com o imperialismo internacional. Afinal, estes são os grandes acionistas do Facebook.

O imperialismo, ou seja, a burguesia internacional, não tem interesse em qualquer mínima agitação civil. Pelo contrário, combaterá esta de todas a maneiras. Por isso, utilizará todas suas ferramentas, como a censura escancarada, para impedir toda e qualquer manifestação, seja através da demagogia de extrema-direita quanto pelo impulso revolucionário da esquerda, contra o sistema capitalista que – obviamente – é controlado pela burguesia capitalista.

As grandes empresas de tecnologia, como o Facebook, são verdadeiros monopólios. As redes sociais são, como a televisão e o rádio, meios de comunicação massificados. Com um agravante adicional, pois são ambientes abertos à pluralidade de ideias, tanto para o lado “bom” quanto para o lado “ruim”. O estabelecimento de regras de conduta agressivas, pautadas pura e simplesmente pela opinião política de indivíduos, levará à situação similar ao que ocorre na televisão, onde monopólios como a Rede Globo e CNN espalham mentiras diariamente, calam adversários políticos e dizem às pessoas o que elas devem pensar.

A ação do Facebook contra Trump tem nada de combate contra o discurso de ódio. Seu objetivo é, de maneira bastante clara, garantir que o regime da grande burguesia norte-americana não seja incomodado por elementos desestabilizadores.

Trump, apesar de ser um burguês, representa apenas parcela da burguesia. Esta burguesia é baseada em negócios locais e se opõe à globalização e à política externa dos Estados Unidos, pois isso afeta seus negócios. Retirar Donald Trump da vida política excluindo-o dos veículos de comunicação de massa (televisão, rádio e redes sociais) significa a vitória do grande capital imperialista sobre uma ala mais débil da burguesia norte-americana.

O sucesso de Trump não é mero acaso, mas resultado direto da polarização e do acirramento da luta de classes fruto da crise capitalista. Impedir Trump de se manifestar publicamente nada mais é que uma tentativa artificial de desfazer essa polarização. Todavia, como dito, esta “solução” é artificial e não resolve o problema político.

Cabe lembrar que a ação agressiva da burguesia imperialista, hoje representada pelo senhor da guerra, Joe Biden, também voltar-se-á contra a esquerda, assim que esta tentar rebelar-se, de maneira mais agressiva do que contra Trump. Diferentemente do ex-presidente bufão, a esquerda possui menos recursos e ainda menor controle sobre o aparelho do Estado.

Em outras palavras, o imperialismo mundial, nesta situação representado na figura do Facebook, utilizará o maior caso de censura já registrado para justificar toda e qualquer ação contra as organizações populares.

Se o dito “homem mais poderoso do mundo”, presidente em exercício dos Estados Unidos, foi censurado e perseguido, o que será feito contra a democracia operária será ainda mais avassalador. Basta que estas não compactuem com as políticas de Joe Biden e, por extensão, do grande capital imperialista.

O dito popular de que “pau que dá em Chico, dá em Francisco” será levado à última instância. A censura a Donald Trump servirá de legitimação de toda e qualquer repressão contra as organizações do povo.

Quanto mais a crise econômica se aprofundar, mais a burguesia utilizará a repressão e a censura contra elementos que não compactuem com sua política. Como as crises capitalistas se mostram cada vez mais acentuadas, com impactos mais agressivos sobre a população e com intervalos cada vez menores, é possível especular que a polarização apareça de maneira mais agressiva em um futuro próximo (se é que a burguesia conseguirá apagá-la no presente). Para isso a burguesia já prepara todo seu aparato repressivo para conter a insatisfação popular.

Às parcelas mais politicamente confusas da sociedade, especialmente da esquerda pequeno-burguesa, que comemoram a censura a Trump, vale o alerta de que serão os próximos a sofrer a brutal ação dos monopólios de comunicação. O aumento da repressão nunca foi (e nunca será) positivo para os oprimidos, mas sim seu completo oposto.

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