Versão inédita
“Bandiera Rossa” é uma das mais célebres canções populares italianas, composta há mais de 100 anos, um verdadeiro hino da classe operária daquela país e do mundo todo
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Nossa bandeira sempre será vermelha.Irá hastear no mais alto dos mastros quando triunfar a Revolução | Foto: DCO

Uma parte da esquerda, atualmente, está caindo no jogo da direita, ficando a reboque desta. Isso se expressa pelas inúmeras alianças propostas com setores da burguesia golpista, resumidas em uma política de frente ampla.

Um dos aspectos mais nocivos dessa política de acenos à direita é o abandono da cor tradicional dos símbolos da esquerda mundial, o vermelho, que representa o sangue derramado pelos oprimidos em séculos de luta contra a opressão.

A esquerda brasileira, neste momento, ou pelo menos uma parte dela – a mais direitista, pequeno-burguesa -, diz que, a fim de conquistar uma “união nacional” com setores que não são de esquerda mas que também seriam contra Bolsonaro, é preciso adotar as cores desses setores, isto é, o verde e o amarelo. As cores da bandeira do Brasil, utilizadas historicamente pela direita conservadora e reacionária, pela extrema-direita, pelos fascistas. As cores do golpe militar de 1964 e da ditadura que o seguiu, as cores do PSDB, da Rede Globo e… dos bolsonaristas!

Trata-se de tentar acabar com a polarização política crescente entre os trabalhadores e a direita. Entretanto, quem realmente defende o interesse da classe operária não pode cair nessa conversa e precisa defender as suas cores, para demarcar firmemente o terreno, para mostrar a diferença entre nós e eles, entre a esquerda e a direita, entre os operários e os capitalistas.

Diante disso, o Partido da Causa Operária mantém firme seus princípios e levanta ainda mais alto a sua bandeira, a bandeira vermelha. E conclama toda a esquerda classista a fazer a mesma coisa. Como parte dessa campanha a favor dos símbolos históricos da luta dos trabalhadores, publicamos a versão brasileira inédita da canção italiana “Bandiera Rossa”.

A primeira versão da música foi composta em meados do século XIX pelos republicanos italianos e não falava em socialismo, mas em República. A versão atual, que ficou famosa e se tornou uma das mais célebres canções populares italianas, data de 1908 e foi composta por Carlo Tuzzi.

Há uma versão portuguesa, gravada pelo Coro do Teatro de São Carlos em 1975, logo após a Revolução dos Cravos. A autoria da versão é de Branco de Oliveira.

A versão aqui apresentada, por nós produzida, fará parte do repertório da banda Revolução Permanente, composta por militantes do PCO.

 

Bandeira Vermelha

 

Avante povo, para a vitória

Com a bandeira, de sangue e glória

Avante povo, até a vitória

Essa bandeira, vai tremular

 

Bandeira vermelha vai triunfar

Bandeira vermelha vai triunfar

Bandeira vermelha vai triunfar

Só o comunismo vai nos libertar

 

Nos exploraram, a imensa plebe

Nos esfolaram, toda a pele

Ó proletário, agora é hora

Contra o patrão, se rebelar

 

Bandeira vermelha vai triunfar

Bandeira vermelha vai triunfar

Bandeira vermelha vai triunfar

O fruto do trabalho a quem trabalhar

 

No chão de fábrica, nas terras férteis

Revolução! Revolução!

Estejam prontos, ergam-se em armas

A burguesia, expropriar

 

Bandeira vermelha vai triunfar

Bandeira vermelha vai triunfar

Bandeira vermelha vai triunfar

E a reforma agrária vamos conquistar

 

Trabalhadores e camponeses

Vamos vencer todos os revezes

Em um só coro, ergam-se as vozes

Rubra bandeira, triunfará

 

Bandeira vermelha vai triunfar

Bandeira vermelha vai triunfar

Bandeira vermelha vai triunfar

No dia da vitória vamos hastear

 

Sem inimigos, e sem fronteiras

Todas vermelhas, nossas bandeiras

Ó comunistas, chegou a hora

O socialismo, de triunfar

 

Bandeira vermelha vai triunfar

Bandeira vermelha vai triunfar

Bandeira vermelha vai triunfar

E nós os operários vamos governar

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