Crise econômica
A crise econômica vista agora é um reflexo da crise de 2008, na qual dívidas colossais de grandes bancos e instituições financeiras foram perdoadas por governantes liberais.
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Antiga sede do Deutsche Bank no Brasil. Imagem: Deutsche Bank |

Concomitante à crise de saúde mundial provocada pelo surto de coronavírus, surge uma recessão econômica tão forte quanto. Ao redor do globo, países que apresentavam economias aparentemente fortes são massacrados por quedas históricas em seu PIB, taxas de desemprego cada vez maiores e baques descomunais em seus mercados financeiros. Além disso, vemos uma crise política acentuando-se gradativamente, em virtude do descaso dos poderes estatais com suas populações. Esses colocam, cada vez mais, a defesa e a manutenção da grande máquina capitalista como sua prioridade.

Ontem, dia 30 de abril, o comentarista político Ollie Richardson concedeu uma entrevista ao site Sputnik News, na qual fala sobre a intensa crise econômica nos países pertencentes à União Europeia (UE). Nos primeiros três meses de 2020, pôde se observar uma queda recorde de 3.8% na produção total de 19 países na zona euro. Entre os países afetados, vale menção à França, à Alemanha e ao Reino Unido, nações tidas como grandes e inquebráveis potências econômicas.

Richardson argumenta que a crise financeira vista agora é um reflexo da crise de 2008, na qual governos da UE perdoaram dívidas colossais de grandes bancos, com o pretexto, no mínimo negligente, de solucionar a crise. Ademais, os critica por utilizarem descaradamente o dinheiro proveniente dos impostos para resgatar essas instituições bancárias já falidas:

Na época, muitos desses bancos eram culpados pelo que era essencialmente fraude financeira, eles deveriam ter colapsado e, certamente, não às custas dos contribuintes.

Além disso, reitera:

O que estamos vendo agora com essas quedas no PIB é o resultado de medidas paliativas. É como colocar um band aid em um corte profundo, não vai durar muito.

Esse tipo de política demonstra cada vez mais a falta de preparo que o aparato neoliberal possui em crises como a que estamos passando. Historicamente, o primeiro a ser prejudicado em momentos de colapso econômico são os trabalhadores. Retiram-lhes seus direitos, seus salários, seus empregos, sobretudo para sustentar as grandes instituições financeiras. Finalmente, os governos liberais estão completamente à mercê dos bancos e empresários: trabalham incansavelmente para saciar sua fome de capital, realizando o que for necessário para agradar a burguesia e permanecer no poder.

Como Richardson afirma em sua entrevista, só veremos uma verdadeira mudança nesses cenários catastróficos quando fizermos uma transformação sistêmica real. Enquanto isso, os liberalistas continuarão roubando tudo que podem da população, até não restar mais nada. São verdadeiros criminosos que utilizam do poder estatal para benefício próprio. Uma frase marcante por parte de Richardson ilustra muito bem este ponto, ao falar sobre os vícios que esses governos possuem ao tratarem dessas crises:

… o governo irá jogar dinheiro dos contribuintes a essas instituições como se colocassem gasolina em um incêndio esperando ter algum efeito.

E é exatamente isso o que fazem. Engendram a crise e depois delegam todo o peso de suas ações para a população. É uma política claramente criminosa e ineficaz por parte da burguesia que apenas posterga a data do colapso do sistema capitalista. Portanto, devemos interpretar o momento atual exatamente como esse limite: o sistema está colapsando em cima de suas próprias contradições. Mais enfraquecido do que esteve em décadas, deve ser questionado e, finalmente, destituído, dando lugar a uma política mundial mais estatal e, acima de tudo, mais marxista.

 

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