Desemprego em massa
Para manter os níveis de lucratividade de acionistas e demais especuladores do mercado financeiro milhares, bancos demtirão milhares de trabalhadores
Financial District, NYC
No mesmo ritmo em que as agências fecham, trabalhadores ficam sem seus empregos | Foto: Ajay Suresh
Financial District, NYC
No mesmo ritmo em que as agências fecham, trabalhadores ficam sem seus empregos | Foto: Ajay Suresh

Com a desculpa oportunista de que a pandemia teria impulsionado o uso de dispositivos digitais para transações financeiras, os maiores bancos alemães anunciaram que vão fechar centenas de agências no país e demitir milhares de trabalhadores.

Apenas o Deutsche Bank, em um anúncio na última terça-feira (22), disse que fechará 100 unidades, das 500, que possui no país. O banco alega que passa por um processo de reestruturação. Mais de 18 mil trabalhadores bancários serão demitidos até 2022.

O Commerzbank, segundo maior banco comercial alemão, determinou o fechamento definitivo de 200 agências que ficaram sem atender o público devido à pandemia do coronavírus. A iniciativa a princípio só se concretaria em 2023, mas foi antecipada ante a sanha capitalista.

O Deutsche Bank é o maior banco da Alemanha em ativos totais e número de funcionários. Com sede em Frankfurt, a empresa opera como um banco internacional e mantém sucursais em Londres, Nova Iorque, Singapura, Hong Kong e Sydney.

O Commerzbank Aktiengesellschaft, também sediado em Frankfurt, é o segundo maior banco comercial na Alemanha, fundado em 1870. O banco tem quase onze milhões de clientes privados e um milhão clientes corporativos em todo o mundo. O Lucro do Commerzbank em 2019 foi de € 644 milhões de euros, mais de R$ 4 bilhões de reais.

Assim como o Deutsche Bank, o Commerzbank, é um membro ativo do Cash Group, uma cooperação dos quatro maiores bancos privados alemães (Deutsche Bank, Commerzbank, Hypovereinsbank e Postbank) e suas subsidiárias, para controlar o uso de caixas eletrônicos.

Como balanço final destas “reestruturações” dos banqueiros, que lucram bilhões todos os anos, fica a lição de que, como sempre, a conta da crise cairá nas costas dos trabalhadores, com milhares indo para o olho da rua em nome da manutenção dos níveis de lucratividade de acionistas e demais especuladores da bolsa.

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