Política genocida
O banco promoveu a modificação nos procedimentos nas agências que tiveram a confirmação de trabalhadores contaminados
Itaú-1
Itaú | Foto: Reprodução
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Itaú | Foto: Reprodução

A categoria bancária, por conta da política genocida dos banqueiros e seus governos, logo no início da pandemia do coronavírus, foi classificada com serviço essencial. Em consequência os bancários passaram a correr um sério risco de morte por conta da contaminação nas dependências bancárias, o que efetivamente vem acontecendo, nesse período de um ano de pandemia.

Não são casos isolados os bancários, de todos o país, que estão vindo a óbitos e se contaminando aos montes e, consequentemente sendo um vetor de contaminação para os seus próprios familiares.

Isso acontece porque os banqueiros não deram as mínimas condições de higienização nos ambientes de trabalho, sem as devidas medidas de prevenção contra o contágio viral. As poucas medidas adotadas pelos bancos não dão conta do risco que toda a categoria está passando. Isso sem levarmos em conta a situação da população que se aglomera nas agências bancárias todos os dias. Falta de tudo nos ambientes bancários, desde o álcool gel até mascaras de proteção sanitária; os clientes se aglomeram nas agências e nas salas de autoatendimento, sem que o ambiente tenha, no mínimo ventilação.

Para os patrões aquela situação que já era ruim para os trabalhadores, para elevar mais os seus lucros, ainda pode ficar pior.

Os banqueiros golpistas do Itaú que, ao longo de um ano da pandemia receberam várias denúncias de descumprimento das medidas de segurança de proteção do covid-19, tais como a realização de testes nas agências para todos os funcionários, sobre a questão da higienização das agências, transferências de funcionários terceirizados para outras agências sem a realização de testes, agora o banco modificou, mais uma vez, o protocolo de enfrentamento ao vírus.

O banco promoveu a modificação do tempo de higienização das agências que tiveram a confirmação de trabalhadores contaminados, que era feita em três dias, passando a ser feita em apenas meia-hora. Além disso, em mais uma demonstração do caráter fascista desses parasitas dos trabalhadores e da população, resolveu que “o afastamento dos funcionários das agências onde ocorreram casos de contágio, só será feito para aqueles que tenham permanecido por mais de 15 minutos a menos de 1,5 metros do colega infectado. Ou seja, na prática, o banco resolveu não mais fechar as agências e nem afastar os trabalhadores que tiveram contanto com aqueles que apresentam sintomas de contaminação”. (site bancariosrio 12/02/2021)

Com mais essa determinação, podemos perceber o quanto é reacionária a política dos banqueiros que, para manter os seus lucros tudo é permitido, nem que seja às custas das mortes dos seus funcionários e da população.

Com mais essa medida, para os bancários não há outra saída que não seja a organização de uma gigantesca mobilização de toda a categoria para enfrentar a ofensiva reacionária dos patrões. As organizações sindicais dos bancários devem chamar, imediatamente, uma plenária de toda a categoria com o objetivo de interromper as suas atividades, ou seja, organizar a greve. Organizar comitês de empresa nos locais de trabalho para que os próprios trabalhadores decidam o que fazer em relação à proteção sanitária nos seus ambientes de trabalho.

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