Aposentadoria frustrada
Administração do BNB, lança PDV para demitir centenas de funcionários, porém a maioria vai sair perdendo boa parte dos vencimentos. Perdas chegam até a 70%.
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Sede do Banco do Nordeste em Fortaleza
Sede do Banco do Nordeste em Fortaleza. | Foto por: divulgação.

A administração do Banco do Nordeste, anunciou na última terça (22) um plano de demissão voluntária, direcionado para funcionários que já estejam aposentados pelo INSS desde 2019 e visa pagar um valor como “incentivo” para que os trabalhadores adiram à plano e deixem definitivamente a empresa.

O banco divulgou aos funcionários as regras e os valores que podem ser pagos para aqueles “elegíveis” um suposto incentivo de alguns salários que não chega nem perto de atender às necessidades dos trabalhadores principalmente pelo fato de que para todos haverá perdas financeiras ao se desligarem da instituição. Para a maioria sustenta seus custos por pouco mais de um ano. Alguns podem chegar a perder até 70% dos vencimentos, cfe denunciam os próprios funcionários.

A causa principal das perdas financeiras se deve ao deficitário plano de previdência complementar que teve consideráveis perdas no patrimônio acumulado dos trabalhadores nos anos 90 o que foi agravado pela política de privatização e destruição das empresas públicas de Fernando Henrique Cardoso, incluindo-se, uma direção irresponsável que atacava constantemente os trabalhadores como o presidente à época Byron Queiroz.

Entretanto, depois de todos esses anos além do problema do plano de previdência desses trabalhadores não ter sido resolvido, a administração do banco ao invés de buscar compensar as perdas de forma a garantir os salários integrais desses trabalhadores, no momento em que mais precisam, que as despesas médicas crescem substancialmente, lava-se as mãos e subliminarmente é “incentivada” a saída desses trabalhadores.

Destaque que a solução não foi resolvida nem mesmo durante a “bonança” do governo Lula que introduziu milhares de novos funcionários, revitalizando o quadro funcional da empresa, agora na era dos governos de fome, desemprego e destruição do patrimônio nacional inaugurado com o golpe de 2016, não há perspectiva de solução.

Nos últimos 10 anos a administração do banco apresentou diversos PDVs similares a este, todos com o mesmo problema, jogando os trabalhadores no limbo da incerteza do futuro sem boa parte dos vencimentos, porém continham valores maiores da tal indenização, envolvendo outras verbas como FGTS.

No seu quadro existem funcionários com 40 anos de serviço e até mais, mas todo esse tempo de contribuição e dedicação em que pagaram o plano de previdência é suficiente para que tenham direito de manter os vencimentos que conquistaram com muito esforço e ter uma aposentadoria digna.

É importante destacar também que o PDV, chamado de forma eufemística de PID (Plano de Incentivo ao Desligamento), atende à política neoliberal destes governos, perpetradores da política de enfraquecimento dos serviços públicos, assim a empresa, com este programa, pode demitir até o fim do ano cerca de 1000 funcionários, não havendo perspectiva para a contratação de novos funcionários, pois o lema da “turma de Chicago” é enxugar, enfraquecer, espoliar e vender.

As entidades sindicais e suas direções adaptadas à conciliação a administração simplesmente “deram de ombro” e abandonaram a luta pela restituição das perdas do patrimônio dos trabalhadores no fundo previdenciário.

Para colocar um fim a essa lógica de contínuas perdas que são inteiramente assumidas pelos funcionários, é preciso que as direções sindicais invistam todo os seus recursos na mobilização da categoria, no engajamento dos trabalhadores em torno de um programa real de luta, um programa em que os trabalhadores atuem em constantes manifestações, greves, paralizações, unificação com outras categorias, e não fiquem simplesmente assistindo uma atuação fictícia das direções sindicais que sempre estão prontas a capitular e aceitar as diretrizes dos banqueiros e do governo.

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