Privatização
Banco do Brasil divulga mais um Fato Relevante ao mercado que visa aprofundar a privatização do banco e em consequência a demissão de 5 mil funcionários
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Banco do Brasil | Foto: Reprodução

A direção golpista do Banco do Brasil anunciou no último dia 10 de janeiro mais um ataque aos trabalhadores bancários do BB e ao patrimônio do povo brasileiro, através de fato relevante ao mercado, no processo de reestruturação da empresa que aprofunda o processo de privatização e abre o caminho da demissão de cerca de 5 mil trabalhadores, o fechamento de 361 unidades bancários dentre agências, escritórios e postos de atendimento.

O Fato Relavante anunciado pelo banco abre o Programa de Adequação de Quadros (PAQ) que, com a conversa fiada de “otimizar a força de trabalho, equacionando as situações de vagas e excessos nas unidades do banco” onde, como todo o trabalhador do banco sabe muito bem, abre o caminho para o descomissionamento em massa, transferência compulsórias de funcionários, fim de vagas comissionadas, diminuição salarial,  dentre outras medidas nefastas de ataques à categoria. Apresenta, também, mais um famigerado Programa de Desligamento Extraordinário (PDE) aos funcionários que atendam aos pré-requisitos que visa a demissão de 5 mil trabalhadores. Além disso o banco anunciou  o fechamento 361 agências em todo o país.

Todas as medias do governo golpistas e seus prepostos à frente do Banco do Brasil, que estão sendo impostas contra os trabalhadores, como a diminuição de postos de trabalho, fechamento de agências, descomissionamento, diminuição salarial, fazem parte de uma política que visa a transferência do patrimônio dos trabalhadores e de toda a população, através das privatizações, para o bolso de um punhado de capitalistas.

O aprofundamento da reestruturação, que vem acontecendo no BB, que tem por objetivo enxugar o quadro funcional da empresa preparando para a sua privatização.

O Fato relevante anunciado para o mercado nesta ultima segunda-feira com objetivo de colocar no olho da rua 5 mil bancários se soma aos aos mais de 2,3 mil trabalhadores que, em 2019, tiveram os seus empregos suprimidos pela política reacionária da sua direção, o fechamento de centenas de agências e postos de serviços com o objetivo de dar continuidade à entrega do patrimônio nacional.

A medida dos golpistas de privatização em curso no país, um ataque de grande envergadura tem como principal fundamento tentar salvar os banqueiros e capitalistas nacionais e internacionais da crise capitalista mundial e, o que está por trás das medidas do banco é a velha política neoliberal que foi introduzida no Brasil na década de 1990 com os governos Collor de Mello e finalizada no famigerado governo de FHC (PSDB) de abocanha o patrimônio nacional. É a política econômica “inspirada” na Escola de Chicago, de Milton Friedman, que tem como uma das características a mínima intervenção estatal, na qual o transloucado Ministro da Economia, Paulo Guedes, é um dos seus discípulos. No período Collor e FHC forma entregues, a preço de banana, quase todas as empresas estatais, tais como a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional); as Teles; Energia; a Vale do rio Doce – o maior roubo do século privatizado por apenas 0,01% do seu valor real; a abertura do capital da Petrobras, negociada as suas ações na Bolsa de Valores de Nova York; praticamente todos os banco estatuais para os banqueiros privados que, tem como um exemplo emblemático a entrega de uma dos maiores bancos nacionais o Banespa (Banco do estado de São Paulo), para os banqueiros internacionais, o espanhol Santander.

Os golpistas brasileiros são verdadeiros servos das máfias econômicas e políticas internacionais, as quais tem como objetivo destruir todos os direitos de todos os trabalhadores e roubar a riqueza e o patrimônio público nacionais para garantir seus lucros.

Está em curso no Banco do Brasil o aprofundamento da ofensiva reacionária que o governo ilegítimo Bolsonaro desfecha contra os demais trabalhadores  e o conjunto da população explorada do país. Se somando ao roubo sistemático aos salários implementado através de diversas medidas do governo, os bancários do BB agora, mais uma vez, estão sendo chamados a entregar os seus próprios empregos. As demissões é uma das faces da política do governo de descarregar sobre as costas dos trabalhadores o ônus de toda a orgia financeira e capitalistas levada às últimas consequências por um punhado de parasitas especuladores que têm levado a economia nacional à falência.

A demissão de mais 5 mil bancários, o fechamento de centenas de agências bancárias do BB é apenas a ponta do iceberg que visa desmontar o BB em benefício dos bancos privados nacionais e internacionais.

Contra mais esse ataque feroz, os trabalhadores do Banco do Brasil devem levantar a voz e dizer ao governo golpista Bolsonaro e aos seus lacaios à frente do BB um retumbante e unitário NÃO. Não aceitar as demissões. Os funcionários devem refutar qualquer pressão e qualquer “tentativa de negociação” que vise os bancários engolir as demissões. O emprego é inegociável. No sistema capitalista o único direito de fato que tem o trabalhador é o direito de ser explorado. Os trabalhadores, que produzem a riqueza do pais, não são responsáveis pela falência do regime dos patrões. Não são responsáveis pelo arrombamento dos cofres públicos e não são eles que giram trilhões de dólares na ciranda financeira, não causam a inflação, não são responsáveis pelos sucessivos planos que levam a economia nacional para o buraco. Portanto, os trabalhadores não devem aceitar arcar com a orgia capitalista. Que os verdadeiros devedores do país pagem pela sua própria crise.

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