Greve bancários
É necessário chamar, plenárias nacionais, encontros regionais, etc. presenciais, com o objetivo de preparar uma gigantesca mobilização, com greve por tempo indeterminado
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Banco do Brasil | Foto: Reprodução
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Banco do Brasil | Foto: Reprodução

Depois de duas atividades de paralisações dos trabalhadores do Banco do Brasil, 29 de janeiro e 10 de fevereiro, organizadas pelas direções sindicais de todo o país, com o fechamento de diversas agências bancárias e, na do dia 10, além de agências, setores que concentram os cofres do banco, nas cidades de São Paulo, Campinas, Brasília e Ribeirão Preto, a direção do golpista do BB se manteve intransigente em não negociar às reivindicações dos trabalhadores, contra o plano de reestruturação, em andamento na empresa, que já demitiu, apenas no começo de 2021, através dos famigerados Plano de Demissões “Voluntárias”, 5.533 funcionários, o fechamento de 112 agências, 242 postos de atendimento, sete escritórios, a mudança da forma de remuneração dos Caixa Executivos, descomissionamento em massa, transferência compulsória, dentre outras medidas nefastas, que afeta diretamente ao conjunto dos bancários do BB e a população em geral.

A política de reestruturação é um dos recursos que estão sendo utilizados, pelo governo ilegítimo Bolsonaro, com o objetivo de pavimentar o caminho da privatização. Não podemos esquecer que, em meados do ano passado, numa reunião ministerial, o transloucado Ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou em referencia ao banco que ”tem que vender essa porra logo” e, não foi por um acaso que logo em seguida as ações do banco obtiveram uma alta de mais de 10%. E nesse sentido a direção do banco vem adotando, através da reestruturação, uma política que visa enxugar a folha de pagamento da empresa, o fechamento de centenas de agências e postos de serviços e, consequentemente, a demissão em massa de milhares de trabalhadores, descomissionamento, congelamento salarial, aumento dos serviços terceirizados, etc. Além disso o banco está se desfazendo de importantes ativos, ao vender subsidiárias, tais como o BI (Banco de Investimento), IBR Brasil (seguradora), Banco Votorantin, Neoenergia, e já anunciou a venda da BB DTVM e o BB Américas, dentre outras.

Este Diário vem sistematicamente defendendo que, a única possibilidade dos trabalhadores terem atendidas as suas reivindicações é através da intensificação e a radicalização do movimento de luta da classe trabalhadora. As duas paralisações, mesmo com todas as limitações impostas pelas direções sindicais, em relação aos métodos de luta – paralisações de 24h, tuitaços, plenárias e assembleias virtuais – grande parte dos bancários aderiu espontaneamente às paralisações, o que não deixa dúvida o nível de indignação da categoria.

Mesmo com a tendência do aumento da mobilização dos trabalhadores, as direções sindicais insistem em manter ações extremamente limitadas, conforme foi apresentada pelo Comando e pela Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, na sua reunião, logo após a negociação com a direção do banco no dia 10 de fevereiro, como ações judiciais, tuitaços, contatos com parlamentares, plenárias virtuais, estado de greve. Claro que todo o tipo de forma de luta ajuda a somar, mas nada pode substituir os métodos tradicionais de luta da classe trabalhadora.

Uma questão que precisa esclarecer é em respeito às greves de protestos por tempo determinado, cujo argumento servem de base para as greves de 24h, é a expressão de uma enorme confusão política introduzida no movimento operário que acaba por limitar, já no seu início, a mobilização dos trabalhadores. Em verdade, não existem greves com tempo pré-determinados.

Quando uma categoria entra em greve, seu tempo de duração estará definido pelas suas reivindicações e pela capacidade dos trabalhadores em sustentá-la. Uma outra questão diz respeito à luta isolada que, num primeiro momento, parece ser a saída para os problemas e, na verdade é um beco sem saída para o movimento, que resulta, na maioria dos casos, na aceitação de acordos que abdicam da luta: no caso das empresas estatais, contra a política de sucateamento e privatização do governo genocida/ilegítimo Bolsonaro e sua trupe.

É necessário chamar, plenárias nacionais, encontros regionais, etc. presenciais, com o objetivo de preparar uma gigantesca mobilização, com greve por tempo indeterminado, ocupações, etc. – logicamente com os devidos cuidados sanitários – para barrar a ofensiva reacionários da burguesia, luta essa que deve estar alinhada com as palavras de ordem de luta geral de todos os trabalhadores, de fundamental importância para por fim esses ataques:

Fora Bolsonaro, Doria e todos os golpistas; eleições gerais, Lula Presidente

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