MP 927
A direção golpista do BB está implantando na íntegra a MP 927 e obrigando os bancários a tirar férias compulsóriamente
midia-indoor-wap-celular-tv-emprego-desemprego-carteira-de-trabalho-salario-trabalhador-assinada-formal-registro-previdencia-aposentadoria-operario-economia-indice-1453385742477_1024x768
Foto: reprodução. |

Do saco de maldades em tempos de coronavírus, do governo golpista/ilegítimo e dos seus prepostos à frente das empresas estatais, não para de sair medidas de ataques aos trabalhadores destas instituições.

A direção golpista do Banco do Brasil está implantado, na íntegra, o que determina a Medida Provisória (MP) 927, que dentre outras medias de favorecimento aos capitalistas, autoriza o empregador antecipar as férias dos funcionários e, pode realizar tal autorização 48 horas antes do período a ser gozado pelo empregado.

Além dessa arbitrariedade está autorizado o uso do banco de horas, abonos, folgas e aqueles pedidos de encaminhamento de solicitações de gozo de licenças prêmios, mas como o cinismo é uma das peculiaridades da direção do banco, diz que o mecanismo de utilização desses mecanismos serão realizados de comum acordo com o funcionário. No entanto a realidade é justamente o  oposto do que efetivamente está acontecendo dentro do banco. Os administradores das dependências estão obrigando os seus funcionários, principalmente aqueles que se encontram em trabalho home office, ou seja, em casa, para que tirem as suas férias e utilizar o banco de horas, licenças, abonos como forma de zerar os seus saldos, passando por cima dos direitos dos trabalhadores de realizarem tais mecanismo conforme as suas necessidades. E mais, o banco não mais autoriza que parte das férias, conforme acordo coletivo, seja transformado em pecúnia, prejudicando ainda mais os trabalhadores, justamente num momento em que se mais precisa de recursos financeiros para os casos de emergências devido à pandemia do coronavírus.

A insatisfação, dos trabalhadores bancários do Banco do Brasil, é generalizada. Questionam as medidas, quando a determinação da realização do trabalho remoto (os maiores afetados pela medida) foi feita por parte do próprio banco e que contraria a imposição de se tirar as férias, “se a gente soubesse desse tipo de medida eu preferiria continuar trabalhando na minha dependência normalmente” desabafa, indignada, a funcionária lotada em uma das dependências administrativa do banco em Brasília.

Como é peculiar dos governos fascistas, a direção do banco se utiliza da MP para dispensar qualquer tipo de discussão com as organizações representativas dos trabalhadores para efetivar tais medidas. “Lamentavelmente, o banco também fez uso do mecanismo da MP que dispensa a negociação prévia com as representações sindicais dos trabalhadores. Por conta da pandemia, estamos em contato diário por meio de videoconferência. Mas, o banco, em nenhum momento, negociou estas questões. Apenas nos comunicou que utilizaria estes mecanismos previstos na MP 927”, disse o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. (Site Contra/Cut 09/04/2020)

As medidas impostas pelo BB revela o verdadeiro caráter de tais determinações: não há nenhuma preocupação com a saúde do trabalhador e, se utiliza da justificativa da pandemia, para retirar direitos dos trabalhadores conquistados através de muitas lutas. Os banqueiros lucraram todos os anos bilhões de reais e mesmo em crise não deixam de ganhar quando o governo abre o cofre e despeja trilhões nas instituições financeiras.

Diante disso, as medidas de ataques da direção do banco aos seus funcionários vai no sentido de salvar os interesses dos banqueiros em detrimento aos interesses da classe trabalhadora. Nesse sentido é necessário, por parte das direções sindicais, preparar a mobilização da categoria já que a direção do banco se nega a discutir a MP em mesa de negociação.

Relacionadas