Banco do Brasil: aprofunda a política de ataques aos trabalhadores através de mais descomissionamentos

15145594455a4657d54d9a5_1514559445_3x2_rt

A direção golpista do Banco do Brasil vem aprofundando os ataques aos trabalhadores com um objetivo claro: privatizar um dos maiores patrimônios do povo brasileiro.

Os “Chicago boys” (economistas formados na Universidade de Chicago), economistas que hoje se encontram à frente da política econômica do País, fruto de um golpe de Estado; golpe este que tem como uma das suas principais características aplicar uma política neoliberal, tendo como um dos seus objetivos a liquidação das empresas estatais, tais como a Petrobras, Eletrobrás, Caixa Econômica, Embraer, Banco do Brasil, etc., e entregar, a preço de banana, o patrimônio nacional para os abutres capitalistas nacionais e internacionais.

Essa política vem sistematicamente intensificando os ataques ao funcionalismo do Banco do Brasil, na tentativa de pavimentar o caminho para a privatização da empresa.

Em mais uma investida da política fascista/bolsonarista do atual presidente privatista do banco, Rubens Novaes, e de seus asseclas nas diretorias e superintendências, o banco, a revelia do Acordo Coletivo da categoria assinado pelo mesmo, está descomissionando trabalhadores quando passa por cima da cláusula em que o banco deverá observar três ciclos avaliatórios consecutivos de GDP (Gestão de desempenho por competência) com desempenhos insatisfatórios, como requisito para dispensa de função ou de comissão em extinção de funcionário.

O banco arbitrariamente passa por cima do acordo e retira a comissão com apenas uma avaliação negativa. Além disso se utilizam de uma suposta reestruturação nos setores e fechamento de agências para rebaixar ou eliminar as funções comissionadas dos trabalhadores.

O processo de reestruturação, e consequentemente os milhares descomissionamento, que passa o BB nada mais é do que a retomada da mesma política neoliberal da famigerada era FHC (PSDB, hoje parte do governo eleito no processo farsa das eleições, travestido de PSL bolsonarista) da entrega do patrimônio do povo brasileiro para os capitalistas nacionais e internacionais. A reestruturação é parte dessa política em curso de privatização do Banco do Brasil. É a mesma política que vigora hoje em relação à Caixa Econômica Federal, dos bancos estaduais, dos Correios, Petrobras, Eletrobrás e as demais estatais.

É necessário organizar uma grande mobilização para barrar todas as medidas da direita golpista a frente dos bancos públicos, a única forma de combatê-las e derrotá-las é a luta contra o golpe e pela a anulação de todas as suas medidas. Para impulsionar essa luta, formar Comitês Bancários de Luta contra o Golpe em todas as cidades do País.