Mais capital, menos trabalho
Nada de auxílio emergencial para o povo, governo quer dar dinheiro público para os capitalistas
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Moedas para o povo, cofres do Estado para os patrões | Foto: Gabriel R F

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) diz que a taxa de desemprego passou de 13,6% em agosto para 14% em setembro. A população desempregada em agosto era de 13,5 milhões.

Os dados do Siga Brasil, ferramenta do Senado para pesquisar a execução do orçamento, informa que o governo gastou R$ 469,8 bilhões até dia 03 de novembro. Os gastos com o auxílio emergencial foram de R$ 228,8 bilhões, menos da metade dos gastos, e correspondem a 48,74%.

O Pronampe, programa de crédito para micro e pequenas empresas, que foi lançado durante a pandemia, teve duas fases. Na primeira foram emprestados R$ 18,7 bilhões e na segunda estão previstos R$ 12 bilhões, faltando apenas o sinal verde aos bancos para iniciar as operações. Os recursos foram remanejados do programa emergencial de suporte a empregos (PESE) com orçamento de R$ 40 bilhões.

A reunião mais recente do Copom (Comitê de Política Monetária) manteve a taxa de juros em 2% ao ano. A dívida pública está em um nível que exige bastante cautela do governo.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, diz que o país vem apresentando aumento do número de horas trabalhadas, mostrando aumento na renda dos trabalhadores e do mercado de trabalho. O Brasil está entre os países emergentes que mais gastaram em auxílio emergencial às pessoas com a pandemia.

Ele defende que está na hora do governo passar a gastar mais com as pessoas jurídicas, as empresas, mantendo o gasto público em equilíbrio. Serão necessárias formas criativas para isso. Essa é a essência da matéria publicada no portal G1 da Globo.

Resgatando as ações do governo diante da pandemia, desde o início foram destinados R$ 1,2 trilhão para bancos e grandes empresas e desoneração da folha de pagamentos. 

E com muita resistência e discussões enormes, aprovaram uma renda miserável de R$ 600 reais para a população, onde mais de 36 milhões não conseguiram acesso. Mesmo assim foram três parcelas e agora reduziram para R$ 300 reais só até dezembro.

Nessas condições precárias para a classe trabalhadora, as vendas tiveram recuperação, que garantiram a renda das empresas, e não do trabalhador. Ainda temos inflação, que faz com que os trabalhadores transfiram mais renda para as empresas capitalistas.

Até agora os maiores beneficiados com dinheiro do Estado foram as grandes empresas e bancos, que sequer precisam, pois já são bem ricos. E querem retirar a minguada renda dos trabalhadores e transferir para as empresas. Novamente salvar o capital à custa do suor e sangue dos trabalhadores.

E por cima disso, ainda querem mais autonomia do Banco Central. Estes, em todos os países, já estão sob controle dos grandes monopólios imperialistas há muito tempo. Como citado por Severo Gomes, ministro da indústria e comércio no regime militar, dizendo que se daria por satisfeito com a estatização do Banco Central quando questionado sobre a hipótese de estatização do sistema bancário.

Trata-se de mais um ataque do imperialismo à economia nacional, retirando tudo que pode dos trabalhadores para transferir aos capitalistas que mandam no mundo.

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