Banco Central anuncia fracasso do golpe: nem inflação eles controlam

Não é apenas na política que o golpe no Brasil está “fazendo água”. A economia do país também não consegue sair do lodaçal provocado pelo golpe dos grandes grupos econômicos e da destruição de parte da indústria nacional com os processos de perseguição via Lava Jato contra a Petrobras, que conscientemente provocaram o caos na economia, particularmente nos anos 2015 e 2016, visando acentuar o desgaste da presidenta Dilma e favorecer o processo de impeachment, o ato principal do golpe.

Os que os sábios de plantão não contavam é que os ventos não soprariam tão favoravelmente ao golpe, aliás, muito pelo contrário. Os prometidos dólares que “inundariam” a economia nacional e possibilitaria uma falsa sensação de crescimento não se concretizou na medida necessária, e o caos político e econômico se viram presos em um mesmo barco que está à deriva e fazendo água.

Nos últimos dias, um não, mas dois baldes de água fria foram jogados sobre os timoneiros sem leme, acentuando o desespero no barco. O mercado financeiro reduziu pela sexta vez seguida a projeção de crescimento do PIB – Produto Interno Bruto – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – de míseros 2,18% para míseros 1,94%. Já o índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, índice que mede a inflação oficial do país, subiu 3,65% para 3,82% em 2018. Com projeções que superam os 4%, quando considerados os últimos 12 meses.

Na tentativa de amenizar a situação, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, declarou que essa possibilidade estava na conta do governo: “É claro, e já estava na conta, que a inflação em 12 meses não ia ficar abaixo de 3% para sempre.”.

Para complicar ainda mais a situação, tempestades sombrias pairam no ar. A fuga de capitais e a valorização do dólar, acompanhado das sucessivas quedas da Bovespa podem pressionar a inflação e caminhar para um descontrole absoluto da situação pelo governo, justamente em um momento em que os golpistas buscam manipular e fraudar as eleições com a exclusão do ex-presidente Lula do páreo.

O que precisa ver é se essa tempestade, mesmo que não seja tão intensa, não levará a pico um barco já em acentuado grau de decomposição.