Bancada evangélica do Paraná prepara ataque ao direito de aborto

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Hoje, quarta-feira (9), será realizada pela Assembleia Legislativa do Paraná – por convocação da bancada evangélica- uma audiência pública e que explicitamente visa discutir um ataque frontal contra as mulheres no que diz respeito a legalização da prática do aborto, e por excelência da direita tem como política central a discussão efetivamente contra a pauta. A proposta é do deputado Devanil Reginaldo da Silva, o Cobra Repórter (PSD), sendo ele grande defensor da proibição do aborto em todas as circunstâncias, ou seja, é o pior inimigo das mulheres.

Este é o mesmo deputado que propôs a instituição do dia 15 de maio como “dia de conscientização contra o aborto”, isso se caracteriza como um verdadeiro ataque ao direito de aborto minimamente garantido às mulheres no país, essa ação demonstra de maneira aberta qual a real intenção dos que vão participar da audiência, não haverá discussão entre ambos os lados, o que haverá será uma majoritária direita fascista acabando com o direito das mulheres.

Antes em uma tentativa frustrada se tentou a aprovação de uma lei contra o aborto, mas não houve respaldo, nesse momento tentam descaracterizar ação ao afirmarem que se fará um debate sobre o tema, é evidente que toda a discussão é uma verdadeira contraofensiva em relação ao aborto para se consolidar um efetivo desmonte de qualquer política pública que ampare as mulheres nessas condições. Essa é a política da direita golpista que está colocada para as mulheres, é preciso se prontificar a combater esses setores que tentam inviabilizar de todo maneira sua emancipação.

Toda a discussão consiste na presença de representantes de organizações religiosas e afins, a presença de qualquer organização de mulheres será irrisória sabendo do caráter da direita conservadora. O direito ao aborto, ao contrário do que pensa a bancada evangélica – parte pela direita golpista- não se trata de um problema moral, mas sim de uma questão de saúde pública, se passa por uma necessidade real e concreta das mulheres. Independentemente desses setores se colocarem contra a legislação reacionária, o aborto não deixa de acontecer e é uma das maiores causas de mortes de mulheres no País. O que deve ser considerado, portanto, é a importância da garantia das condições adequadas para a sua realização e o fim da criminalização do aborto.