“Balas não vão nos calar”: é preciso comitês de autodefesa

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Edna Dantas, coordenadora do acampamento Marisa Letícia, fez uma declaração sobre a “omissão” da segurança pública do Paraná: “Sofremos ataques todos os dias no acampamento. Sejam eles verbais ou físicos. Atiram pedras, soltam rojões. E muitas vezes quando procuramos os policias eles fazem descaso da nossa militância que está pacificamente se manifestando. A segurança pública está sendo omissa, ela está protegendo os nossos agressores”. Ela também afirmou: “Estamos sendo perseguidos por defendermos uma ideia, porém as balas não irão nos calar”.

A declaração foi dada após o ataque sofrido pelo acampamento, no qual duas pessoas foram feridas à bala por fascistas.

O que é chamado por alguns de “omissão” não pode ser assim classificado. Omissão é deixar de falar algo. O que a “segurança pública” – ou seja, o aparato repressor do Estado capitalista – está fazendo não é isso. Pelo contrário. O aparato repressor emite um posicionamento claro, que pode ser traduzido da seguinte forma: “Não apenas apoiamos a ação dos grupos fascistas, como muitos membros de nossas corporações fazem parte desses grupos, aos quais daremos todo o suporte para que possam agir sem impedimentos nem incômodos”.

Certamente que o silêncio não faz parte do repertório dos militantes mais aguerridos. Mas, com todo o respeito à companheira, é preciso fazer um alerta: a única forma de impedir que a direita ataque os militantes é organizar comitês de autodefesa, de tal forma que os coxinhas deixem de fazer tais ataques covardes por saberem que a sua covardia será respondida à altura, ou seja, serão colocados para correr à base da força.