Siga o DCO nas redes sociais

Esquerda capituladora
2019, um primeiro balanço
A política de resistência e de reivindicações parciais se mostrou uma fraude e não mobilizou ninguém, fato que facilitou os ataques de Bolsonaro contra a população
Estudantes e professores protestam em SP contra os cortes na educação
Esquerda capituladora
2019, um primeiro balanço
A política de resistência e de reivindicações parciais se mostrou uma fraude e não mobilizou ninguém, fato que facilitou os ataques de Bolsonaro contra a população
Manifestação contra os cortes na educação. Foto: Leco Viana/TheNews2
Estudantes e professores protestam em SP contra os cortes na educação
Manifestação contra os cortes na educação. Foto: Leco Viana/TheNews2

Em 2019, o principal fator da mobilização foi a base de partidos de esquerda, principalmente PT, PCdoB e PCO que se organizaram nos comitês de luta contra o golpe e a mobilização foi a parte das direções dos partidos, movimentos sociais e sindicais.

O método utilizado pela esquerda foi da chamada “resistência”, com lutas pequenas e a utilização de reivindicações parciais, com a argumentação que seria mais fácil mobilizar através dessas reivindicações pontuais.

Outra política que levou à pasmaceira foi levar a luta contra os ataques para denúncias no parlamento. Para cada ataque de Bolsonaro, parlamentares para fazer discursos no congresso nacional e denunciar os ataques. Essa política tem um resultado de apenas lamentações, discursos e nenhuma luta ou mobilização.

O resultado dessa política em um ano foi de desastre total. A política de resistência e de reivindicações parciais não mobilizou ninguém. A única mobilização grande que houve foi contra os ataques do governo à Educação e que rapidamente se transformou em uma mobilização pelo fora Bolsonaro.

O que ficou em evidência é que as reivindicações parciais não resolvem, não mobilizam nenhum setor e essa estratégia da esquerda tem que ser alterada para que haja uma efetiva luta contra o governo Bolsonaro.

Essa política impediu o desenvolvimento do movimento pelo fora Bolsonaro

A política de resistência e de reivindicações parciais serviu para esmagar as mobilizações mais políticas pelo fora Bolsonaro e a derrota da extrema direita. Quase não houve atos nacionais e os que ocorreram foram devido a mobilização de ativistas e a base de partidos da esquerda, e do PCO, para a liberdade de Lula em Curitiba.

Houve apenas dois atos nacionais pela liberdade de Lula, organizados em setembro e outubro, mas que não houve uma convocação dos aparatos sindicais e partidários. Inclusive essas duas mobilizações sofreram com o boicote de setores parlamentares e da direita do PT que quando não convocou, boicotou abertamente.

As duas mobilizações foram feitas por ativistas dessas organizações, independentes de suas direções, para romper a paralisia da esquerda em defesa de Lula. Que apesar de não ser gigantescas, cresceu muito em apenas um mês entre o primeiro ato e o segundo.

No segundo semestre não houve nenhuma mobilização ou tentativa das direções da esquerda e praticamente todos os ataques realizados pelo governo Bolsonaro foram efetivados sem resistência e luta.

Em 2020 essa situação precisa ser revertida e a esquerda tem que colocar e mobilizar através da palavra de ordem de Fora Bolsonaro, eleições gerais com Lula candidato.