Bahia: promotor que investigava chacina do Cabula se demite por conta de perseguição policial

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Neste mês completam-se 4 anos da chacina do Cabula e nada foi feito para resolver o caso. O promotor que investiga o caso vem sendo ameaçado há anos e nenhuma medida concreta foi tomada nem pela justiça e nem pelo governo baiano. Isso acontece porque o governador apoiou a chacina em 2015.

Em 5 fevereiro de 2015, nove policiais executam 14 jovens da periferia de Salvador, na localidade Vila Moiséis, bairro Cabula, que segundo o MP é crime premeditado como resposta a ação policial.  Vale salientar que esses servidores tem uma frase bastante conhecida na região “na morte de um policial mata-se vários opositores”. Esses policiais armaram uma emboscada por dentro do matagal onde encurralaram as vítimas fuzilando-as com rajadas de metralhadoras. Segundo o MP foi uma “execução sumária”. As vítimas foram atingidas por 88 disparos de

armas de fogo, sendo que só uma das vitimas respondia  por posse de maconha. Foram denunciados pelo MP o subtenente Julio Cesar Lopes Pitta, o soldado Robdermar Campos de Oliveira, Antonio Correia Mendes, Sandoval Soares Silva, Marcelo Pereira dos Santos, Lazaro Alexandre Pereira de Andrade, Isaac Eber Costa Carvalho e Lucio Ferreira de Jesus e o Sargento Dick Rocha de Jesus. Vale salientar, que o subtenente Pitta já responde por comandar um processo de crime na morte de cinco pessoas em setembro de 2009.

A denúncia foi recebida em Maio de 2015, entretanto os policiais acabaram sendo absolvidos em julho por decisão da Juíza substituta Marivalda Almeida Moutinho. Quando em setembro a sentença fora anulada e os PMs voltaram a ser réus. Vale salientar, que essa Juíza substituiu as férias do juiz Viberaldo Jose de Freitas Pereira, o qual anulou por entender que a mesma não estaria instruída sobre o caso.

Na época se tentou a federalização do caso. A PGR pediu o deslocamento da investigação, alegando que a condução do processo não foi isento. O Secretário de Segurança Pública, Mauricio Barbosa, afirmou que “acreditava na versão dos seus policiais até que outro fato apareça”. O Governador do Estado Rui Costa (PT) também destacou que “um PM de arma em punho é como um artilheiro em frente ao gol”. Aqui se percebe a total capitulação do Governador da Bahia Rui Costa (PT), totalmente deslocada para a direita de apoio seguro ao governo gol

pista ilegítimo Jair Messias Bolsonaro  de mãos dadas com a política de Sergio Moro com o pacote de anticrime do Ministério da Justiça ou o “Ministério do extermínio” que legaliza a matança desenfreada dos policiais.

O promotor desse caso do Cabula, Davi Galo pediu afastamento alegando que estaria sendo ameaçado, que sofre graves ameaças. Alega também que não é só ele que sofre ameaças muitos outros promotores sofrem ameaças, esse mesmo juiz pediu para federalizar o caso , mas foi negado pelo STF.

Então, fica a indicação de que esta saindo porque sofre ameaças ou uma estratégia para federalizar, entregando o caso nas mãos do Ministro do extermínio, Sergio Moro? As vítimas sobreviventes e familiares  precisam se mobilizar em atos públicos contra os policiais, nas ruas denunciando as arbitrariedades praticadas pela polícia e  apoiada pelo governo do Estado. É preciso tornar público e ser falado a todos para que sejam vista e percebido que as atitudes dos policiais é uma política de exterminar o povo implantando o terror para subjulgar a população.